“Ambulatório trans” inaugura atendimento em Minas Gerais

O Governo de Minas Gerais inaugurou, nesta quinta-feira, 23, o primeiro serviço ambulatorial de atenção especializada no processo transexualizador da saúde pública estadual, destinado à população trans (travestis e transexuais) em Minas Gerais, serviço que é fruto da parceria entre Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e Comitê Técnico Estadual de Saúde Integral LGBT e que conta com atendimento realizado por uma equipe interdisciplinar e multiprofissional.

O site da Agência Minas contou que a equipe composta por psiquiatra, endocrinologista, clínico, enfermeiro, psicólogo e assistente social, a equipe responsável pelos atendimentos estará disponível às quintas-feiras, no horário das 8h às 13h, com agendamento telefônico e também pelo Sistema Nacional de Regulação.

Inicialmente, serão realizadas quatro consultas por dia, sendo primeiramente desenvolvido com o paciente um plano terapêutico individual, conforme as necessidades de atenção de cada indivíduo. Trata-se de ‘um serviço dentro do serviço. O “ambulatório trans” (como também é conhecido o serviço ambulatorial) representa uma nova forma de ingresso na saúde pública para travestis e transexuais que, historicamente, sofrem com a discriminação e a invisibilidade frente às políticas públicas.

Com o novo serviço, a comunidade trans passa a ter uma atenção humanizada e especializada que, além de contemplar suas especificidades, respeita sua individualidade, numa ação direta contra a transfobia, que expõe essa população a vulnerabilidades sociais geradoras de situações de risco social, como violências psicológicas e físicas, dentre outras.

Com a instalação do serviço, o grupo de profissionais do HEM tem se atualizado conceitualmente sobre as múltiplas questões relacionadas à temática LGBT, por meio de seminários internos sobre identidade de gênero, orientação sexual e direitos de LGBT, de forma a aprimorar os processos de trabalho e a prestação de serviços a esse grupo de usuários.

O processo transexualizador foi instituído no Sistema Único de Saúde (SUS) com o objetivo de atender as pessoas que sofrem com a incompatibilidade de gênero, caracterizada pelo não reconhecimento do próprio corpo em relação à identidade de gênero (masculino ou feminino).  É regulamentado pela portarias nº 1.707 e nº 457 de agosto de 2008, sendo redefinido e ampliado pela portaria nº 2.803, de 19 de novembro de 2013.

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