Mr. Leather brasileiro brilhou na final mundial do concurso. Veja imagens

O maior concurso de culto gay ao fetiche do mundo reuniu 63 representantes de 13 países na finalíssima do Mr Leather em Chicago e, pela primeira vez, um representante brasileiro ficou entre os finalistas, alcançando o 10º lugar. Dom Barbudo, como é conhecido, falou com a gente e contou como foi participar de um dos mais cobiçados encontros sobre o BDSM que é um estilo de vida para muita gente que busca mais que um fetiche .

A boite Eagle promoveu o concurso que elegeria o Mr. Leather Brasil em 3 etapas, incluindo votação online, votação popular e jurados. Dom Barbudo ganhou as três etapas. Com sua faixa, recebeu o direito de concorrer ao Mr. Leather internacional e com o apoio da Hornet, ele viajou para enfrentar o maior desafio da sua vida desde que começou a se dedicar à prática de sessões BDSM com profissionalismo.

O concurso que ocorre desde 1978, tem uma estrutura de Miss Universo, com plateia de 3 mil pessoas, processos de extrema exigência, incluindo entrevistas e discurso em público, e claro, muita demonstração de prática incluindo até uma cerimônia secreta onde uma medalha é entregue a todos os participantes, item que ele guarda a sete chaves (perdão pelo trocadilho).

“Antes de chegar a Chicago, eu recebi, pelo Hornet, uma mensagem de um rapaz me parabenizando pela conquista, dizendo que o Mr. Brasil estava sendo muito aguardado e ao chegar, um monte de gente me reconheceu e pediu para fazer fotos, foi um sucesso, eu fiquei muito emocionado”, conta Dom.

O sucesso do brasileiro foi tão grande que ele foi reconhecido em lojinhas, feiras, ruas, fez dezenas de fotos com as pessoas e fãs que o reconheciam. O brasileiro foi sorteado por último, sendo 63º a se apresentar em todas as performances, o que acabou aumentando a expectativa de todos em conhecer o brasileiro que, sempre que subia ao palco, recebia gritos, aplausos e até uma chuva de confetes exclusiva.

 

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“Eu pratico BDSM há muito tempo e nunca cobrei por sessões, faço por prazer. Realmente não esperava participar de um encontro desses, porque o brasileiro ainda tem muito preconceito, eu não vejo um homem com mais de 45 anos sendo respeitado ou reconhecido nesta prática, achei mesmo que já não teria essa chance”, lamenta.

O vencedor foi o representante da Califórnia, mas a 10º colocação para uma primeira vez já é uma grande vitória para o universo leather brasileiro que ainda sobrevive no submundo dos fetiches. Entre as práticas do BDSM, vestir-se de couro e usar apetrechos é quase uma obrigação e o concurso valoriza a fantasia que cada um constrói no seu universo e em suas sessões.

Confira álbum com fotos do evento em que o brasileiro brilhou:

 

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