Carrie Fisher, Nossa Princesa Intergalática Favorita Morre aos 60 Anos

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Há quatro dias, a atriz de 60 anos, Carrie Fisher, mais conhecida como a Princesa Leia dos filmes Star Wars, foi hospitalizada após um ataque cardíaco durante um voo de Londres para Los Angeles. Ela morreu hoje em razão de um ataque cardíaco enquanto estava hospitalizada.

O TMZ deu alguns detalhes:

… ela sofreu o ataque cardíaco 15 minutos antes da aterrissagem. As pessoas que estavam no avião falaram para o TMZ que ela parecia estar morta.

Um passageiro que é técnico de emergência médica realizou os procedimentos de reanimação cardiorrespiratória na Carrie e, assim que o avião pousou, os paramédicos a levaram rapidamente para o UCLA Medical Center onde ela ficou sob cuidado intensivo até sua morte.

A família havia dito que ela estava em “condições estáveis” mas fomos informados de que ela não estava respondendo após sua emergência médica.

Carrie estava em uma turnê para divulgar seu novo livro, The Princess Diarist. O livro recentemente virou manchete porque ela escreveu sobre um caso que ela teve com seu colega de trabalho Harrison Ford enquanto filmava os filmes originais de Star Wars.

Ela recentemente falou sobre sua aventura amorosa e seu amor por Coca-Cola no talk show da comediante lésbica Ellen DeGeneres:

Carrie Fisher, Princess Leia, Star Wars, dies, passes away, woman, 60, Wishful Drinking, HBO, documentaryAlém de atuar em Star Wars, Fisher também fez outros filmes bastante conhecidos como Os Irmãos Cara-de-Pau (The Blues Brothers), Harry e Sally – Feitos Um para o Outro (When Harry Met Sally) e Lembranças de Hollywood (Postcards from the Edge), um filme baseado em seu romance semi-autobiográfico que leva o mesmo nome. Fisher escreveu oito livros, três roteiros e três peças, incluindo seu monólogo intitulado Wishful Drinking que a HBO transformou em um documentário em 2010 estrelado por ela.

Ela teve contato com o mundo gay em diversas ocasiões. Aos 13 anos, ela dançava ao lado de dançarinos gays no show de sua mãe. Em 1992, ela teve uma filha com o agente de talentos bissexual Bryan Lourd. Lourd posteriormente terminou com ela após se assumir; ela se perguntaria posteriormente se de algum modo ela teria feito ele perder o interesse em mulheres. 

Em 2005, um assistente político gay do Partido Republicano chamado R. Gregory Stevens morreu por overdose na cama dela. Ela participou do filme campy de 2009 do diretor gay Stewart Hendler, Pacto Secreto (Sorority Row). Em 2010, sem qualquer sentimento de culpa, ela tirou o ator John Travolta do armário, afirmando posteriormente, “John sempre foi assim, a gente sabe e a gente não se importa. Olha, eu sinto muito que ele se sinta desconfortável com isso, e isso é tudo que eu posso falar.” Fisher manteve uma legião fiel de fãs gays durante seus anos finais.

Desde sua entrevista em 1995 com a Diane Sawyer, Fisher começou a falar abertamente sobre seu transtorno bipolar e sobre o vício em cocaína e medicamentos controlados. Ela se tornou tão conhecida por seu trabalho de conscientização sobre saúde mental que em 2016, a Universidade de Harvard premiou Fisher com um Annual Outstanding Lifetime Achievement Award in Cultural Humanism [Prêmio anual pelas conquistas em humanismo cultural por toda a vida]  porque “seu ativismo decisivo e franqueza sobre vício, doenças mentais e agnosticismo fez o discurso público avançar sobre essas questões com criatividade e empatia.”

Carrie Fisher, Princess Leia, Star Wars, dies, passes away, woman, 60Apesar de suas muitas conquistas, Fisher continuava a fazer referência e tirar sarro de seu papel icônico ao interpretar ela mesma ou a Princesa Leia em episódios relacionados ao Star Wars em programas como Frango Robô (Robot Chicken) e The Big Bang Theory. Ela inclusive participou da dublagem de dois jogos de videogames de Star Wars e apareceu brevemente como Princesa Leia no mais novo filme de Star Wars, Rogue One: Uma História Star Wars.

A popularidade da Princesa Leia veio em parte da raridade de personagens femininos fortes na ficção científica e sua rebeldia contra os patriarcas mais abusivos de Star Wars, Darth Vader e Jabba, o Hut. Seu personagem levou à rebelião que ajudou a destruir o império fascista genocida (basicamente os nazistas espaciais) e ela também matou o gangster espacial grotesco que tentou transformá-la em uma escrava sexual. Apesar de, segundo relatos, ela ter terminado de filmar suas cenas para o segundo dos três próximos episódios de Star Wars, não foi definido se os produtores vão tentar criar uma versão digital dela para o terceiro filme; um filme que ela ia ter um destaque maior.

Não é de se estranhar que Fisher tenha inspirado gerações de mulheres e fãs de ficção científica com sua arte de contar histórias e força incontrita. Que a força esteja com você, Carrie Fisher.

 

Traduzido por Rafael Lessa.