Centro de Cidadania LGBT de São Paulo é vandalizado por criminosos homofóbicos

Centro de Cidadania LGBT de São Paulo é vandalizado por criminosos homofóbicos

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O Centro de Cidadania LGBT Luiz Carlos Ruas, no centro de São Paulo criado para acolher e executar políticas públicas voltadas a população LGBT, foi vandalizado por criminosos motivados por homofobia no último domingo.

Cabos de computadores foram cortados, o chão foi urinado e defecado e documentos da secretaria municipal de Direitos Humanos e Cidadania foram rasgados e usados para limpar as fezes e a urina dos criminosos. Os funcionários do centro só souberam do ocorrido já no outro dia pela manhã, quando encontraram o centro totalmente destruído.

Apesar de a polícia ter sido acionada imediatamente, nenhum criminoso foi detido nem identificado ainda. Para os membros do centro, está mais que claro que o crime foi motivado por homofobia, visto que não há indícios de roubo, mas apenas vandalismo e tentativa de interrupção do trabalho desenvolvido.

“Quando os responsáveis pela invasão defecam em nosso espaço de trabalho e colocam as fezes no corredor, quando esses mesmos agressores – de posse dos prontuários de pessoas por nós atendidas – rasgam documentos e os utilizam para limpeza, demonstram o desprezo por tudo que estes papéis representam e atestam na defesa dos direitos humanos e na promoção da cidadania. Urinaram em vasos de flores e os deixaram na recepção. Destruíram e sujaram itens pelos quais não tinham interesse, apenas para destruir – cadeiras, gaveteiros, computadores, projetor. Todas as torneiras foram abertas, com o claro objetivo de alagarem a casa. Além disso, todos os cabos dos computadores e da rede de telefonia foram cortados, com a intenção de calar a voz e o trabalho em prol da comunidade LGBT”, diz a nota divulgada pelo Centro nas redes sociais.

Confira na rede social do Centro de Cidadania a nota completa publicada ontem.

As imagens são de um completo terror fascista e provam que a homofobia está presente no sentido de tentar apagar e frear o trabalho da comunidade LGBT.

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