Cinco Razões Pela Quais a HBO Cancelou ‘Looking’ e o Que Vem Por Aí na TV Gay
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Cinco Razões Pela Quais a HBO Cancelou ‘Looking’ e o Que Vem Por Aí na TV Gay

Written by Daniel Villarreal on January 28, 2016
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Fãs da dramédia gay Looking da HBO lamentaram a decisão do canal de cancelar o seriado depois de apenas duas temporadas. Embora o seriado termine com um longa-metragem especial, fãs já criaram uma petição pedindo que a HBO traga Looking de volta para um terceira temporada. O programa teve uma média de apenas 240.000 espectadores com baixas notas na cobiçada faixa demográfica de 18 a 49, mas seu fim aponta para problemas maiores com o programa (e ciladas a serem evitadas para futuros programas gays).

Aqui estão cinco razões pelas quais Looking não conseguiu ter uma audiência maior:

HBO Looking, fada, fadas radicais, Jonathan Groff, Frankie J Alvarez, Murray Bartlett, Lauren Weedman

Num mundo onde os GamerGaters assediam desenvolvedores de jogos gays, onde as pessoas ainda podem ser despedidas por serem gays, onde os medicamentos contra o HIV continuam inacessíveis para muitas pessoas apesar esforços do governo, e onde problemas trans e raciais aparecem em todo lugar, Looking continuou olhando para o próprio umbigo tratando de assuntos monótonos como relacionamentos abertos-versus-fechados, amizades entre gays e mulheres, e a eterna consciência de classe de Patrick. Até mesmo quando o programa começou a apresentar trabalhadores do sexo, fadas radicais, ursos, pessoas soropositivas, crianças trans, e discriminação etária, isso foi feito de forma superficial e até santimonial.

2) Não tinha o poder de estrelas.

Scott Bakula de Quantum Leap e Daniel Franzese de Mean Girls mal adicionaram peso à lista de estrelas não tão conhecidas do programa como Jonathan Groff e Raúl Castillo. É claro, Girls da HBO também começou com um elenco de atores não tão conhecidos, mas Girls tem muito mais comédia e irreverência para manter as pessoas voltando toda semana. O que nos leva à nossa próxima razão…

Looking, Scott Bakula, sem camisa, Lynn, HBO, Looking

3) Não era lá uma dramédia.

Embora Looking ficado no lado mais leve do melodrama, o programa não era engraçado o suficiente para ser chamado de comédia, nem catártico o suficiente para ser chamado de drama. Ele oscilava em meio aos dois, achando que a angústia de seus personagens entre os 20 e 40 anos seria suficiente. Mas numa era de aceitação social crescente, homossexualidade por si só não funciona mais como atrativo para a televisão.

4) Não era aguçado o suficiente.

O Dom vai abrir seu restaurante? O Patrick vai dormir com seu chefe traidor? O Augustin vai parar de ser indeciso? Todas as tramas desbotaram em comparação aos outros seriados da HBO onde famílias reais executam seus adversários sedentos por sangue (Game of Thrones), Robert Durst desmembra cadáveres (The Jinx), e Matthew McConaughey desvenda um culto underground de estupradores de crianças (True Detective).

5) Era predominantemente branco, masculino, e rico.

Apesar de Augustin o artista indeciso, Richie o barbeiro modesto, e Eddie o trabalhador sem fins lucrativos, os personagens do seriado eram na maioria desenvolvedores de jogos, aspirantes a donos de restaurante, enfermeiros brincalhões, e outros homens afluentes. Apenas cinco personagens fixos do seriado não eram brancos em São Francisco, uma cidade que é apenas 41 por cento branca na vida real; além disso, apenas um personagem fixo era mulher. Um.

E apesar de todas as suas deficiências, Looking ainda foi um dos poucos programas gays na televisão que apresentam personagens realmente imperfeitos (muitos do quais criaram almas na segunda temporada), um belo trabalho de câmera, e performances sutis por seu elenco talentoso. Mesmo sendo incontestavelmente imperfeito, o programa ainda representou um passo a frente distinto e uma importante marca d’água no amadurecimento da mídia gay.

Então o que vem por aí na TV gay?

Também foi dito que o marketing para o seriado não foi bem distribuído, dando poucas razões para que suas audiências gay e não-gay venham e fiquem. Adam Baran — um diretor de filmes gays do Brooklyn, antigo programador na Outfest LA e NewFest NYC, e co-curador e co-apresentador do Queer/Art/Film de Nova York, todo mês no IFC Center — que logo começará uma campanha no Kickstarter para seu novo filme Northwest Passage, lamentou o fim de Looking ontem; especificamente o grande número de telespectadores gays que ficaram feliz com o cancelamento do seriado enquanto ignoravam o presságio ruim para o futuro da TV e filmes gays.

Aqui está seu comentário completo (republicado com a permissão do autor):

HBO Looking, Jonathan Groff, Frankie J Alvarez, Murray Bartlett, Lauren Weedman

HBO Looking, Jonathan Groff, Raul Castillo

Daniel Franzese, Frankie J Alvarez, Looking, HBO

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