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Cura gay: cerca de 400 LGBTIs são submetidas a “tratamento” em Gana

Em Gana, pelo menos 400 pessoas se inscreveram supostamente de maneira voluntária para receber uma terapia desacreditada e prejudicial de reversão sexual, a chamada ‘cura gay’ promovido pela Coalizão Nacional pelos Direitos Sexuais Humanos e Valores Familiares, segundo o portal Põe Na Roda.

O líder Moses Foh-Amoaning disse que homens e mulheres procuraram o aconselhamento por livre e espontânea vontade e ainda anunciou planos para abrir uma “Unidade Holística de Terapia Sexual” em um hospital de ensino em Acra. Foh-Amoaning também afirmou que líderes religiosos e pessoas versadas em “medicina tradicional” tratariam o povo LGBTI por sua “doença”. “Vamos tornar nossa punição corretiva em vez de punitiva”, disse ele.

A homossexualidade é considerada crime no país africano podendo levar pena de até três anos de prisão. Criticado pelos poucos ativistas LGBTIs locais lembram nas redes sociais que em países como o Reino Unido e alguns Estados americanos, a cura gay já é uma prática proibida por lei. Sabe-se por experiência que as ditas “terapias” de “cura gay” não são nada senão torturas forçando pessoas a mudarem suas naturezas, algo impossível.

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Jornal ganalês exaltando a homofobia

Foh-Amoaning quer tornar a terapia de “cura gay” obrigatória como parte da lei: “Vamos tornar nossa punição corretiva em vez de punitiva”, disse ele. Em maio, o líder da coalizão nacional anunciou sua campanha para tornar as leis anti-LGBTI mais duras. “Alguns se tornam homossexuais por causa da pressão dos colegas, razões econômicas, então os medicamente afetados, como o desequilíbrio hormonal, essas pessoas precisam de ajuda, então forneceríamos tal ajuda através do Serviço de Saúde de Gana”, disse Foh-Amoaning.

Ele também avisou que o projeto é uma resposta à pressão de políticos ocidentais e grupos LGBTI por países africanos para descriminalizar a homossexualidade. A primeira-ministra britânica, Theresa May, recentemente instou as nações da Commonwealth a repensarem suas leis em torno da questão, alegando que ela “lamenta profundamente” o papel do Reino Unido na promoção da legislação anti-LGBT em todas as ex-colônias. Ela ofereceu ajuda a qualquer país da Commonwealth que acabasse com essa legislação.

O presidente de Gana, Nana Addo Dankwa Akufo-Addo, por sua vez, declarou que não haveria nenhuma tentativa de descriminalizar a homossexualidade, enquanto o presidente do Parlamento, Aaron Mike Oquaye, disse que prefere se demitir do que permitir uma legislação pró-LGBTI.

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