Quantcast
Cura gay: cerca de 400 LGBTIs são submetidas a “tratamento” em Gana Mundo

Cura gay: cerca de 400 LGBTIs são submetidas a “tratamento” em Gana

Written by Marcio Rolim on August 25, 2018
Be first to like this.

Em Gana, pelo menos 400 pessoas se inscreveram supostamente de maneira voluntária para receber uma terapia desacreditada e prejudicial de reversão sexual, a chamada ‘cura gay’ promovido pela Coalizão Nacional pelos Direitos Sexuais Humanos e Valores Familiares, segundo o portal Põe Na Roda.

O líder Moses Foh-Amoaning disse que homens e mulheres procuraram o aconselhamento por livre e espontânea vontade e ainda anunciou planos para abrir uma “Unidade Holística de Terapia Sexual” em um hospital de ensino em Acra. Foh-Amoaning também afirmou que líderes religiosos e pessoas versadas em “medicina tradicional” tratariam o povo LGBTI por sua “doença”. “Vamos tornar nossa punição corretiva em vez de punitiva”, disse ele.

A homossexualidade é considerada crime no país africano podendo levar pena de até três anos de prisão. Criticado pelos poucos ativistas LGBTIs locais lembram nas redes sociais que em países como o Reino Unido e alguns Estados americanos, a cura gay já é uma prática proibida por lei. Sabe-se por experiência que as ditas “terapias” de “cura gay” não são nada senão torturas forçando pessoas a mudarem suas naturezas, algo impossível.

cura gay gana
Jornal ganalês exaltando a homofobia

Foh-Amoaning quer tornar a terapia de “cura gay” obrigatória como parte da lei: “Vamos tornar nossa punição corretiva em vez de punitiva”, disse ele. Em maio, o líder da coalizão nacional anunciou sua campanha para tornar as leis anti-LGBTI mais duras. “Alguns se tornam homossexuais por causa da pressão dos colegas, razões econômicas, então os medicamente afetados, como o desequilíbrio hormonal, essas pessoas precisam de ajuda, então forneceríamos tal ajuda através do Serviço de Saúde de Gana”, disse Foh-Amoaning.

Ele também avisou que o projeto é uma resposta à pressão de políticos ocidentais e grupos LGBTI por países africanos para descriminalizar a homossexualidade. A primeira-ministra britânica, Theresa May, recentemente instou as nações da Commonwealth a repensarem suas leis em torno da questão, alegando que ela “lamenta profundamente” o papel do Reino Unido na promoção da legislação anti-LGBT em todas as ex-colônias. Ela ofereceu ajuda a qualquer país da Commonwealth que acabasse com essa legislação.

O presidente de Gana, Nana Addo Dankwa Akufo-Addo, por sua vez, declarou que não haveria nenhuma tentativa de descriminalizar a homossexualidade, enquanto o presidente do Parlamento, Aaron Mike Oquaye, disse que prefere se demitir do que permitir uma legislação pró-LGBTI.

Read more stories by just signing up

or Download the App to read the latest stories

Already a member? Log in
Português
  • English
  • Français
  • Español
  • ไทย
  • 繁體中文