Ato pela vida LGBT teve declarações polêmicas de Jean Willys e Marina Lima

Ato pela vida LGBT teve declarações polêmicas de Jean Willys e Marina Lima

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A audiência pública sobre a ‘cura gay’ promovida pelo Iladh e pelo CAIS teve a presença cantora transgênero Renata Peron, presidenta do CAIS, que abriu o evento cantando “O bêbado e o Equilibrista”, do escritor João Silvério Trevisan, da cantora Marina Lima, do deputado federal do Rio de Janeiro Jean Wyllys entre outras lideranças.

A discussão começou afirmando que a resolução do juiz é uma afronta para os profissionais da psicologia e que a comunidade LGBT está sendo alvo de uma articulação fundamentalista que tenta inviabilizar a existência da homogeneidade a partir de um critério moral e religioso que não tem fundamento em direitos humanos. Leia as declarações mais polêmicas:

“Como psiquiatra, me deparo com situações dentro da ciência médica que implicam em cerceamento da liberdade humana, e não é de agora que a medicina sabe que a homossexualidade não constitui perversão, doença ou patologia que requeira qualquer tipo de intervenção terapêutica”, Mauro Aranha, médico psiquiatra.

“Percebemos que estamos num retrocesso mortal. Um projeto desse é de exterminação de pessoas, Não vamos aceitar patologização ou criminalização da sexualidade de nenhum ser humano. A nossa lógica de proteção é uma lógica que separa as pessoas, que distancia as pessoas”, presidenta do CONDEPE.

“Os poderes fáticos e os donos do mundo decidiram abrir mão da democracia liberal. A homossexualidade foi colocada novamente como objeto de investigação. A única fonte de sofrimento para homossexuais é a homofobia, até porque ninguém se busca a explicação para a heterossexualidade”, deputado Jean Wyllys.

“O que a gente vê advindo de juízes são decisões baseadas em conceitos abstratos subjetivos que muitas vezes têm formação conservadora e religiosa e que não trouxe o viés da diversidade e dos direitos humanos quando na verdade o papel principal do juiz é defender a liberdade dos direitos individuais. O juiz, nessa decisão da cura gay, defende a possibilidade de um profissional trabalhar de uma certa maneira esquecendo que isso põe à frente de tudo o preconceito sobre as mesmas pessoas”, Maíra Coracy.

“A malfadada cura gay é uma decisão que propicia a liberdade científica que é uma garantia constitucional, mas ele esquece que também é garantia constitucional a dignidade e liberdade do direito de ser quem somos. Temos fé não religiosa de que essa decisão será revertida pelo princípio do não-retrocesso”, Maíra Coracy.

“O Brasil é um país onde volta e meia aparece um xerife que ele determina que o país tem que ser como ele quer. A invasão da religião nos meios de comunicação e nas escolas é um sintoma da doença da censura e do bloqueio do pensamento. Isso é medieval e essa medievalidade está assolando um país gigante como o nosso”, Marina Lima.

 

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