Gaymada SP é a sensação dos sábados em São Paulo. Veja as fotos.

A ideia surgiu após os organizadores conhecerem o Campeonato Intedrag de Gaymada em Belo Horizonte. Não havia nada parecido em Sampa, até que Lucas Galdino, Bruno Kawagoe, Mayra Moraes, Leka Peres, Julia Onishi, Guilherme Carnaúba e Silvia Acar decidiram, em março de 2016 criar a primeira edição que já começou com 60 pessoas jogando, mas no Facebook, mais de mil pessoas tinham confirmado presença.

A partir das novas edições, a Gaymada SP começou a ganhar parceiros como a Casa 1, o CRT Centro de Referência e Treinamento que ofertou testes de HIV para todo mundo que participava do evento, entre outros como o Festival Lovefest que é um festival de carnaval LGBT que foi aberto com o campeonato de Gaymada.

“Nossa proposta é inspirada na Gaymada de Belo Horizonte, mas ele serve para reunir pessoas LGBT a fim de ocupar o espaço público em torno de uma atividade lúdica e interagir com outras pessoas em situação diversas e trocar experiências e oferecer ajudas”.

Os jogos são um pano de fundo para ocupar cada vez mais os espaços com os looks nada discretos e mostrar que sim, os LGBTs existem e não vão mais se esconder. Muita gente vai montada pro campeonato, e já teve até a Miss do campeonato. O Largo da Batata é o lugar estrategicamente escolhido por ser acessível e estar na boca do metrô Faria Lima.

“Todo mundo é organizador, não há cargos. Levamos o giz, a bola, as bandeiras, os apitos. Somos um grupo autônomo e não pegamos dinheiro de ninguém. Trabalhamos com nosso caixa. Temos o “cooler do amor” para que as pessoas possam comprar cerveja ou água e com isso contribuir com a gente”.

O campeonato não tem times pré-selecionados, eles acontecem de forma orgânica, as pessoas jogam com quem elas quiserem e a hora que elas quiserem. Isso é uma forma de fazer que os grupos se dissociem e se formem novos grupos de amigos e contatos. O evento já esteve na lista do Guia Gay de melhores eventos que ficou em segundo, perdendo para a grande parada LGBT de São Paulo – ok, a gente acha que um segundo lugar é “ganhando”.

“A Gaymada não é um evento GGG, ou seja, para gays brancos masculinos, mas para afeminadas, não-binárias, gordas, pretas, da periferia e de qualquer lugar, fazemos questão de reforçar isso”.

Veja galeria de fotos:

Quase sempre, todo último sábado de todo mês às 14h rolam os jogos no Largo da Batata. É só seguir a página no Facebook e ficar ligado nos horários.