Representatividade importa: 8 momentos LGBT no Oscar 2018

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Nos 90 anos da premiação do Oscar havia um tema contínuo de “Representatividade” e isso foi expresso pela visibilidade constante dos LGBTs presentes na cerimônia. Então decidimos reunir oito momentos mais LGBT da premiação pra você.

O fato de o filme chileno sobre um transgênero ter ganhado a estatueta de melhor filme de língua estrangeira fez com que todos os olhares se voltassem para Adam Rippon no tapete vermelho

Confira os 8 momentos mais LGBT dessa noite do Oscar 2018:

1. “Uma mulher fantástica” ganhou

Vencedor de melhor filme estrangeiro, “Uma Mulher Fantástica, filme dirigido por Sebastián Lelio, é um drama chileno que conta a história de uma garçonete e cantora trans, Marina Vidal (interpretada por Daniela Vega), cujo sofrimento pela morte súbita de seu amante, Orlando, é agravado pelo desprezo que ela experimenta de sua família.

 

2. Daniela Vega apresentou prêmio

A estrela de “Uma Mulher Fantástica”, Daniela Vega, também fez história no Oscar, tornando-se a primeira pessoa abertamente transgênero a se apresentar na cerimônia. Vega anunciou a performance de Sufjan Stevens, cuja música “Mistério do Amor” trilha sonora de “Me chame pelo seu nome” foi nomeada para melhor canção original. “Muito obrigado por esse momento”, disse ela antes de apresentar Stevens.

 

3. Darla Andersen e Adrian Molina agradeceram a seus companheiros

“Viva – A vida é uma festa” da Disney / Pixar Coco levou para casa o prêmio da academia de elhor animação. A produtora Darla K. Anderson recebeu seu primeiro Oscar. No palco, Anderson disse que a arte pode se conectar e mudar o mundo, isso só pode ser feito quando temos um lugar para todos e para alguém que se sente como “outro” e consegue ser ouvido”. Ela terminou seu discurso agradecendo sua esposa: “Este prêmio é dedicado com um enorme amor à minha gigantesca família, e principalmente a minha esposa, minha rocha, Kori Rae”.

Nos bastidores, quando perguntada se a comunidade LGBT também poderia ser representada em filmes futuros, Anderson respondeu: “Isso seria um sonho e estamos pensando em todo tipo de coisas assim”.

Adrian Molina, que também ganhou pelo mesmo filme, agradeceu também ao marido. Ele disse: “Graças à minha família, minha comunidade latina, ao meu marido Ryan, estou expandindo meu significado de ser quem você é e de onde você é”.

 

4. James Ivory ganha por “Me chame pelo seu nome”.

O roteirista James Ivory ganhou o Oscar de melhor roteiro adaptado por sua adaptação do romance de Andre Aciman. Aos 89 anos, ele é o vencedor mais velho do Oscar e recebeu o único prêmio do filme.

Quando perguntado sobre como se sente sendo o vencedor mais velho, Ivory respondeu: “Imagine só, 90 anos para acontecer tudo o que você planejou, é extraordinário, mas estar aqui ganhando o Oscar nessa idade parece um soluço da natureza, possivelmente, algo assim, mas é ótimo”.

Perguntado por que ele se interessou pelo filme, Ivory acrescentou: “A história teve uma boa relevância pessoal para mim”.

 

5. Janet Mock se juntou ao Common no palco

Junto de Andra Day na canção “Stand Up for Something”, nomeado para a Melhor Música Original este ano, o rapper Common declamou um verso com uma mensagem velada para o presidente Donald Trump. Ele terminou com: “Quando eles estão baixos, ficamos nas alturas. Defendo a paz, o amor e os direitos das mulheres”.

Durante sua apresentação, Day e Common foram cercados por ativistas de várias organizações, incluindo o Standing Rock Youth Council, o Planned Parenthood Action Fund, a Black Lives Matter e o movimento #MeToo. A ativista transexual Janet Mock, que também caminhava no tapete vermelho, era uma delas.

 

7. Debra Chasnoff foi lembrada

debra chasnoff

O segmento “In Memoriam” incluiu Debra Chasnoff, uma documentarista premiada com o Oscar, que foi pioneira em filmes educacionais para promover a aceitação da comunidade LGBT.

O primeiro filme de Chasnoff, que ela produziu em 1984 com sua parceira na época, Kim Klausner, foi intitulado Escolhendo Crianças. Ele perfilou seis famílias chefiadas por pais do mesmo sexo que estavam criando filhos por meio da adoção, pais adotivos, relacionamentos anteriores e inseminação de doadores.

“Eu acho que esse primeiro filme já fez mais para mudar o mundo do que qualquer outra coisa que eu poderia fazer”, disse Chasnoff em uma entrevista de 2013 para a blogtalkradio.com. “Já sabemos que voc~e pode sim ser pai ou mãe sendo gay.”

Ela morreu em novembro de 2017 de câncer de mama.

 

8. Adam Rippon vestiu um arnês.

oscar fashion adam rippon
Adam Rippon

patinador artístico americano chegou à premiação da Academia usando um smoking Moschino desconstruído, projetado por Jeremy Scottt com um arnês preto de couropor baixo. É assim que que gente gay famosa deve se vestir em 2018.

A internet veio abaixo com o modelo de Adam Rippon. Provavelmente, o olhar mais crítico veio de Tyra Banks, que não tirava os olhos delek. Ela twitou, “Arrasou, super fashion @Adaripp! #Oscars #YouAreFierce”

 

Qual seu momento LGBT favorito do oscar de 2018? Conta pra gente em um comentário.