Abertura de exposição é mercada por protesto contra censura

A exposição Histórias da Sexualidade que abriu oficialmente neste quinta 19 no Museu de Artes de São Paulo – MASP, iniciou sob protestos de artistas e outros apoiadores da arte que, em face aos últimos acontecimentos de censura da arte em museus, prepararam uma campanha se antecipando a qualquer outro protesto contra a exposição que reúne mais de 300 obras com imagens que contam a história do sexo ao longo dos séculos.

Com classificação etária de 18 anos, essa é a primeira vez em 70 anos que a presença de menores, mesmo que acompanhados dos pais ou responsáveis, será vetada em uma exposição.  A medida ocorre menos de um mês após o Museu de Arte Moderna (MAM) e seus funcionários terem sido atacados em toda a rede quando um vídeo foi divulgado mostrando uma criança interagindo com a performance de um artista nu, que até rendeu uma investigação do Ministério Público.

Em nota, o Masp disse: “Buscamos orientação jurídica e confirmamos a autoclassificação, houve a análise das obras integrantes da exposição Histórias da sexualidade, à luz dos critérios contidos no Guia Prático de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça, tendo-se concluído que esta exposição deve ser classificada como não permitida para menores de 18 anos”.

Os manifestantes estavam com camisas que diziam que o museu é lugar de criança e defendiam a livre expressão da arte acima de qualquer classificação etária, visto que ela transcende a censura e que a liberdade do aprendizado não está sob a luz de nenhuma lei.

O museu abriu a exposição que vai até o dia 14 de fevereiro de 2018 e terá nove núcleos temáticos e não cronológicos: Corpos nus, Totemismos, Religiosidades, Performatividades de gênero, Jogos sexuais, Mercados sexuais, Linguagens e Voyeurismos, na galeria do primeiro andar, e Políticas do corpo e Ativismos, na galeria do primeiro subsolo. A mostra inclui também a sala de vídeo no terceiro subsolo, como parte do núcleo Voyeurismos.

 

Entre os gritos de ordem, estavam:

“Aqui está o povo sem medo, sem medo de censura”

“Aqui está o povo sem medo, sem medo de lutar”