O Papa Compara as Pessoas que Compartilham Notícias Falsas às Pessoas que Comem Cocô

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O Papa Francisco (que administra uma Igreja Católica bastante anti-LGBT e recentemente reafirmou que homens gays/bis não podem ser padres) uma vez ou outra ainda diz algumas coisas dignas, como ontem quando ele comparou as pessoas que compartilham notícias falsas às pessoas que comem merda. Não, não estamos brincando.

Em uma entrevista para o jornal cristão belga semanal Tertio, o Papa Francisco disse:

“Eu acho que a mídia tem que ser muito clara, muito transparente, e não cair na – sem querer ofender – doença da coprofilia, isso é, sempre querendo cobrir escândalos, cobrindo coisas desagradáveis, mesmo que sejam verdadeiras. E como as pessoas tem uma tendência à doença da coprofagia, pode ocasionar muitos danos.”

Para ser exato, o Papa Francisco na verdade disse que compartilhar histórias escandalosas e caluniosas — sejam verdadeiras ou falsas — é tão ruim quanto coprofagia (comer cocô) porque ambas procuram prejudicar a reputação das pessoas. Em seus extensos comentários, o Papa especificamente chamou a divulgação da desinformação (notícias falsas) de excepcionalmente prejudicial porque “direciona a opinião em apenas uma direção e omite a outra parte da verdade.”

É aquele ditado, “Uma meia-verdade é uma mentira inteira.” Então como sabemos que alguns pessoas amam coprofagia (não queremos estragar seu prazer), coma o quanto de cocô você quiser… só não compartilhe notícias falsas.

E se você não acredita no Papa, talvez você escute ao comediante de talk-show noturno Stephen Colbert. Ele também não quer que você compartilhe notícias falsas… não porque é de mau gosto, mas porque pode literalmente levar pessoas a morte.

Uma última coisa: embora o Facebook tenha supostamente patenteado uma nova tecnologia que poderia ajudar a acabar com as notícias falsas em suas redes, o Facebook não é o único lugar onde as notícias falsas ganham espaço. Uma solução mais abrangente exigirá que o Facebook combine o julgamento humano com algoritmos digitais enquanto uma maior iniciativa social deveria encorajar as pessoas a denunciarem notícias falsas sempre que elas aparecerem.

 

Traduzido por Rafael Lessa.