Pecado, Sigilo e Festas de Sexo: A Justiça Italiana Demite Padre Em Suposto Grupo De Sexo Gay Do Vaticano

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Essa semana, o Padre Antonio Calvieri, um padre em um monastério Carmelita no sul da Itália, foi dispensado pelo seu arcebispo local devido às acusações recentes de “assédio sexual agressivo.” As acusações incluem histórias sórdidas de prostituição, orgias de padres, menores bem dotados e pegação com membros da Guarda Suíça do Vaticano.

Um homem de 32 anos chamado Andrea Baldon apresentou queixas como parte de um processo maior buscando indenização do Calvieri e de sua igreja. Mas ao contrário de outras acusações recentes contra o Vaticano de má conduta sexual gay dos sacerdotes, a acusação do Baldon apresentou uma supernova de detalhes.

A coleção enorme de evidências apresentada para a justiça incluía conversas entre Calvieri e Baldon via Facebook e Skype, prints e vídeos sexuais da webcam, e — o mais escandaloso de tudo — um suposto “caderninho negro” contendo os nomes e endereços de padres envolvidos no suposto “Gay Lobby” do Vaticano — um documento que, se vazado para o público, seria provavelmente catastrófico para Igreja Católica antigay.

De acordo com o depoimento de Baldon, ele alega que ele procurou Calvieri para conforto espiritual depois de perder o emprego. O Padre Calvieri, que está na faixa dos 50 anos, primeiro sugeriu que Baldon deveria se tornar um padre. Baldon alega que Calvieri fez um número de confissões durante essas conversas, que nem de longe incluía sair do armário para Baldon.

Com o tempo, a conversa entre os dois se intensificou, com Calvieri finalmente mencionando uma vida de escapadas sexuais com outros padres e até mesmo um relato de um relacionamento com um jovem Guarda Suíço do Vaticano. Em uma mensagem em particular, Baldon disse que Calvieri perguntou se ele não conhecia nenhum homem de 17 anos que fosse “magro e dotado.”

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Padre Antonio Calvieri

De acordo com depoimento no tribunal de Baldon, após o primeiro encontro cara a cara deles, Baldon começou a gravar as conversas deles, na qual Calvieri compartilhou suas fantasias sexuais, muitas vezes religiosas em sua natureza:

Ele queria que eu fizesse tudo. A fantasia dele era que eu era Judas Iscariotes e, como eu tinha traído Jesus, eu tinha que pagar o preço me tornando o escravo dele.”

Baldon também afirma que Calvieri confirmou os rumores de festas de sexo com padres gays em Roma, até ofereceu um convite para ele ir à festa. Outro documento apresentado em segredo de justiça supostamente teria fornecido evidências de que Calvieri contratou jovens prostitutos para transar. O relacionamento entre os dois homens acabou em 25 de março, o dia que Baldon distribuiu a ação judicial. Baldon diz que ele está fazendo terapia por causa dos “danos psicológicos.”

Calvieri foi oficialmente dispensado na Segunda de Páscoa, no entanto, ele ainda pode trabalhar em outra diocese se ele quiser porque a lei católica estabelece que somente o Vaticano pode ordenar que ele seja excomungado.

Apesar do Papa Francisco ter feito questão de adotar uma posição mais franca que os seus antecessores sobre a má conduta sexual na Igreja, quase uma semana se passou sem nenhuma resposta da figura mais poderosa da Igreja. Um porta-voz do Vaticano disse que esse caso vai ser cuidado em esfera local e não vai receber atenção de Roma.

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