Problemas Femininos: 10 Filmes de Terror Incomuns Dirigidos por Mulheres

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Unicorn Booty, shriek week, ghost, Halloween, scary, terror, emojiAs mulheres tem dificuldades em conseguir uma posição sólida na indústria do cinema. Infelizmente, Hollywood ainda é um “Clube do Bolinha”. Mas aqui temos dez filmes de terror excepcionais para dar ao seu Halloween um toque de equilíbrio de gênero… e claro, fazer você se mijar de medo.

O Babadook (The Babadook)

O Babadook, da cineasta australiana Jennifer Kent, foi um sucesso nos cinemas apesar de não ter ido tão bem inicialmente, e está disponível em DVD, Blu-ray e na Netflix. É um filme assustador e perturbador do tipo “o que é aquilo no armário?” onde pode realmente ter alguma coisa no armário. Ou talvez seja tudo a imaginação fértil e horrível de uma criança perturbada e uma mãe que se deixa levar longe demais. De qualquer maneira, a moral da história é não tenha filhos porque ser pai é um pesadelo.

Aqui está o trailer seguido de outros nove filmes de terror excelentes de mulheres cineastas…

Sofrido (Amer)

De Hélène Cattet e Bruno Forzani, Sofrido é uma loucura psicossexual francesa no estilo giallo lúgubre do terror italiano, um filme de casa mal-assombrada que também é um exemplar em grande estilo para fãs de cinema experimental.

Gótico e moderno e cheio de presságios, a história segue Ana (Marie Bos) conforme ela tem visões e obsessões sexuais que a levam inexoravelmente ao perigo assombroso. E à assombração perigosa. É provavelmente uma metáfora para alguma coisa, mas você não precisa se preocupar com isso se você não quiser.

Para mais psicopatas sexuais franceses em casas mal-assombradas, confira o thriller artístico de 2013 da Cattet A Estranha Cor das Lágrimas do Seu Corpo (The Strange Color Of Your Body’s Tears).

American Mary

Esse é o primeiro filme de terror a comentar, mesmo que indiretamente, sobre a crise dos empréstimos estudantis? Mary (Katharine Isabelle) é uma estudante de medicina com dificuldades financeiras, então ela faz bicos como cirurgiã, atendendo, como se fala, “pedidos especiais”. E quando pessoas ruins fazem coisas ruins com ela, ela usa suas habilidades para ficar quites. É bem nojento, mas é dirigido com uma energia perversa pelas irmãs gêmeas Jen e Sylvia Soska, cujo filme estudantil, Dead Hooker In A Trunk, abriu as portas para esse. Não deixe de conferi-los se você não for muito nauseento.

Garota Sombria Caminha Pela Noite (A Girl Walks Home Alone At Night)

É apenas, você sabe, um filme de terror/faroeste espaguete iraniano em preto e branco sobre uma vampira skatista feminista. Tem muitas misturas de gêneros, mas é exatamente isso que ele é, e o filme transcende tudo isso, conforme a história da Ana Lily Amirpour sobre o que acontece no escuro se desenrola. Sua narrativa é misteriosa e oblíqua até que o poder mortal da mulher dentro da burca é desencadeado. Além disso ainda tem heroína, trabalho sexual e uma trilha sonora incrível — o que mais você poderia esperar da VICE films?

Quando Chega a Escuridão (Near Dark)

Antes de Guerra ao Terror (The Hurt Locker) e A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty), Kathryn Bigelow impulsionou sua aclamada carreira com esse clássico do terror dos anos 80. Uma gangue de vampiros armados no sudoeste americano pertence “à noite” e também uns aos outros — e após um novato ser “transformado” por um dos membros da gangue, ele tem que apanhar deles para ganhar sua confiança. É engraçado, assustador e tem um visual impactante, fazendo dele um dos melhores filmes B subestimados daquela década. É uma visão poderosa e esquisita sobre a mitologia de vampiros, abandonando o gótico convencional e optando por algo mais grotesco, agressivo e sedutor.

A Night to Dismember

A pioneira da exploração sexual, Doris Wishman (que também dirigiu o documentário incrivelmente estranho do início dos anos 70 sobre transgêneros Let Me Die A Woman), já havia trilhado seu caminho por alguns gêneros — incluindo pornô hardcore — antes de decidir fazer um slasher estrelando a atriz pornô Samantha Fox (não é a cantora pop britânica).

Nesse filme muitas pessoas são assassinadas de maneiras bem sangrentas, e é basicamente isso. O resultado não pode ser chamado de “bom” com seriedade, mas a sua ruindade é parte de sua característica perturbadora. Desagradável, sem sentido, perturbador, mas ainda sim bizarramente cativante, você vai se pegar cantando, junto com o assassino, “Eu odeio eles, eu odeio eles, queria que eles estivessem mortos!”

Mente Paranoica (Office Killer)

O trabalho da Cindy Sherman, a artista cujo rosto se tornou sua própria tela, frequentemente situou-a em várias ficções cinematográficas. O passo seguinte, então, era fazer seu próprio filme sobre o terror do anonimato.

Estrelando Jeanne Tripplehorn, Molly Ringwald, e, com mais importância, Carol Kane (uma veterana do clássico slasher Quando Um Estranho Chama (When A Stranger Calls)) como uma dócil revisora de jornal que mata uma colega de trabalho acidentalmente e então mata diversos mais, realizando, nas palavras da narração do trailer, “um pouco de downsizing corporativo.” O único filme de longa metragem da Sherman é a sua ode inexpressiva às muitas maneiras que a vida pode te matar.

A Casa Silenciosa (Silent House)

Algo horrível está para acontecer com Elizabeth Olsen em uma casa cheia de tábuas onde no meio dia é completamente escuro. Nessa atmosfera, com um toque estiloso amedrontador de Chris Lentis e Laura Lau — filmado para parecer que o filme todo foi feito em uma tomada (que nem Birdman mas antes de Birdman mas muito depois de Festim Diabólico (Rope) de Hitchcock) — ela está presa lá quando começa a acontecer muitas coisas simbólicas relacionadas à família. Há muito “poder de sugestão” acontecendo até o final (que pode ou não te incomodar quando tudo é explicado), mas até esse ponto — é uma jornada tensa e tortuosa.

Massacre na Festa do Pijama (Slumber Party Massacre)

Como você resolve um problema como garotas adolescentes usando calcinhas sendo assassinadas uma a uma por um maníaco homicida? Deixe uma mulher fazer um filme! A diretora Amy Holden Jones recusou um trabalho em E.T. pela oportunidade de dirigir seu próprio filme — uma paródia estranhamente ambivalente do gênero, ao mesmo tempo que joga de acordo com as regras do gênero. Assista esse slasher vertiginoso e sangrento com isso em mente e veja como uma pequena mudança de perspectiva pode mudar tudo.

Massacre na Festa do Pijama 2 (Slumber Party Massacre 2)

Deborah Brock dirigiu a sequencia ruim de Massacre na Festa do Pijama, mas para falar a verdade, a maioria das sequencias não são a “sequencia ruim?” Pontos positivos: tem produção barata de baixa qualidade dos anos 80, humor idiota, é sobre uma banda feminina de rock, Crystal Bernard de Wings participa, e o assassino tem uma furadeira que também é uma guitarra. Extraordinário.

Publicado anteriormente em 10 de abril de 2015.

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