time de futebol gay
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Time De Futebol Gay Entra Em Campo Pela Representatividade – E Pelas Bolas.

Encontrar gays assumidos em times de futebol é raríssimo. Futebol de quadra, de bairro, de rua, de escola, então, onde o ambiente machista prevalece, é quase impossível. Pensando nisso, o publicitário Bruno Host e o advogado Felipe Marquesini decidiram montar um time só com amigos gays para matar a vontade de jogar bola.

Em agosto de 2015 surgiu o Unicorns, o time que, hoje, tem escudo, camisa, organização (não tanta) e muita alegria. Os rapazes se reúnem toda semana para jogar bola. Sem técnica, sem cobranças de gol ou brigas, só pelo jogo e pela diversão.

“Aqui, não jogamos o jogo de nossas vidas e recebemos todo mundo, inclusive meninas. Mas hoje temos apenas meninos, embora todos sejam bem-vindos”, se orgulha Bruno, que acredita que a presença de héteros quebraria a proposta do time, por isso, a limitação a esse púbico ainda é regra, “a única vez que tivemos héteros, houve cobrança, gritos, quase briga, jogadas violentas e não queremos isso. Queremos só nos divertir”.

time de futebol gay
Na torcida, os “bearleaders” esperando para jogar

A iniciativa pretende, sobretudo, mostrar a todos que o esporte é integração e não segregação e que os gays podem e devem ter espaço para praticar qualquer esporte.

O médico Gabriel Picarelli soube do time há um ano através de um amigo e ficou surpreso ao saber que havia uma galera gay jogando bola. “Eu perguntei ‘bola mesmo? Não é vôlei?“ conta rindo. “Comecei a vir toda semana e hoje já fiz mais de 30 amigo. Não via futebol na TV, meu esporte na adolescência era ginástica. Hoje, já aprendi várias regras do jogo”.

O nome do time tem um propósito muito importante: o unicórnio é um cavalo, tem força, vigor, garra, mas ao mesmo tempo tem magia, doçura e é amigável como os gays. O time pretende crescer, criar um campeonato brasileiro de futebol gay, convidar outros times que já existem e incentivar a criação de novos. “Tornar a coisa mais séria faz as outras pessoas verem que a gente faz o que todo mundo faz. E que aqui você pode ser o que você é, sem medo. Você pode torcer, correr, gritar do seu jeito”, ressalta Bruno, avisando que já estudam a criação de um novo time para jogar nos sábados.

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No campo, a foto clássica

A partida é cheia de força, de suor, de gritos graves e de torcida daqueles que vão apenas apreciar os caras correndo em campo e tomar uma cerveja. É o futebol como tem que ser.

PARA PARTICIPAR, basta aparecer no Ipiranga, Rua Teresa Cristina, 676 toda quarta-feira às 21h.