A Verdade Nua: O Segredo Simples Para Evitar Transas a Três Ruins

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Eu sempre fantasiei em fazer sexo à três somente com lésbicas então eu e minha namorada decidimos fazer; eu não conseguia parar de falar nisso. Em preparação para a nossa aventura sexual sáfica, nós falamos bastante sobre nossas expectativas e medos por semanas: O que está fora dos limites? Quais são as nossas prioridades? Quem quer ser a controladora dominadora? A donzela em falso perigo consensual? Nós fantasiamos sobre a nossa Grande Fantasia durante longas viagens de carro, fazendo anotações em nosso pequeno Moleskines (“Comprar luvas que não sejam de látex.”) como boas hipsters sexualmente liberadas fazem.

Nós percorremos nossas listas de contatos, tentamos o OKCupid e demos indiretas não tão sutis para determinadas colegas de trabalho que pareciam aventureiras em nossa busca pela terceira perfeita. Nós a encontramos, a levamos para jantar e trocamos limites sexuais entre batatas fritas e hambúrgueres (super casualmente) até quando o que parecia ser uma base sólida para caralho desmoronou.

Na Noite, nós limpamos a casa, compramos para ela os lanches preferidos pós-sexo dela e nos estocamos com garrafas d’água e lubrificante orgânico hipoalergênico. Compramos lençóis novos. Mandamos o cachorro para uma cuidadora, porra…

E esse ménage moderno, lésbico, com comunicação aberta foi tão ruim quanto todos os outros foram. Pausas arrastadas, constrangimentos abundantes, nem colocando o cd da Beyoncé bem alto diminuiu o fracasso dessa chupação grupal.

Como uma escritora de sexo bissexual, eu tive minha cota de sexo a três… ‘cê sabe, para pesquisa. E apesar de sexo a três ser aclamado como a “grande fantasia”, cada um deles — seja HHM, HMM ou (que me corta mais o coração) MMM — me deixou confusa em por que essa bagunça sofisticada, com inspiração francesa me deixou me sentindo desapontada. As pessoas falam o tempo todo sobre “constrangimento de segurar vela”. Então, por que a gente acha que essa equação vai ficar menos constrangedora se a gente subtrair as roupas e adicionar sexo?

Realmente não fica.

Três corpos femininos transando a três oferecem desafios específicos. O jeito de como e onde nossos adoráveis orifícios se alinham com os nossos instrumentos penetrantes e oral pode ser difícil de encaixar simultaneamente. Pense nisso: que tipo de posições estão disponíveis na sua coleção de putaria para sexo a três? Todo mundo está envolvido? Ou normalmente são duas pessoas fazendo “coisas” enquanto o bom e velho embaraçoso segurador de vela apenas está lá, tentado beijar alguma coisa — qualquer coisa! — só para se sentir incluído. (“Alguém precisa de água? Um lanchinho? Tá bom, legal …”).

Eu nunca fiquei tão desidratada na minha vida inteira.

A verdade é que falar sobre sexo a três é mais divertido do que fazer. Trocar fantasias baseadas em sexo a três com o seu parceiro, especialmente durante certos — ahum — momentos de clímax, pode ser super picante. Fofocar sobre os seus limites, gatilhos de ciúme e planos posteriores é uma experiência fortalecedora de vínculo emocionante. Enviar mensagens sexuais para a terceira pessoa do conforto do seu relacionamento te faz sentir sexy, aventureiro e, simultaneamente, seguro e amado. Dar indiretas para os seus colegas de trabalho e amigos (principalmente os caretas, casados) sobre o seu final de semana exaustivo com um “amigo especial” (hehe) te faz se sentir bem descolado, não é?

Mas eu tenho me esforçado para encontrar alguém que tenha feito sexo a três que possa dizer honestamente que essa “grande fantasia” foi o melhor sexo que ele já fez. Sexo ruim não se torna bom porque tinham três pessoas fazendo; sexo maravilhoso não acontece com sexo a três. Então como a gente preenche essa lacuna entre a ótima experiência que é falar sobre sexo a três e a experiência que não corresponde às expectativas que é fazer?

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(imagem via SaltGeorge)

Faça a quatro, oras. A equação é ilusoriamente simples: se tivermos partes corporais demais para agradar e não tivermos coisas suficientes que possam dar prazer sem criar uma situação de bocas secas, então deveríamos adicionar mais coisas. Se tivermos um problema de alguém segurando vela desconfortavelmente, onde não há Negócios B (ou C) para o Negócio A de todo mundo, então está na hora de arranjar mais Negócios. Se vocês estão se juntando a outro casal, eles vão entender melhor o que é navegar pelos limites, ciúmes e momentos de casal pós sexo grupal do que um terceiro solteiro entenderia. Além disso, se tudo der errado, se agrupar em dois é uma opção (mesmo assim muito arriscada) simples.

A gente sabe disse desde o pré-escolar: o sistema de parceria é um fechamento. Nós viemos aplicando ele em passeios escolares e jantares conjuntos desde sempre, então por que não aplicá-lo às nossas vidas sexuais? Números pares sempre vão garantir que todo mundo tenha a oportunidade de participar ativamente e seja levado em consideração; que ninguém vai se perder ou ficar com medo ou não vai pegar o ônibus de volta para casa. Além disso, se alguém não puder ir dizendo que está doente, você ainda pode fazer a três porque vamos admitir — agendar sexo grupal é um saco.

(Imagem em destaque via juicyrai)


Yana Tallon-Hicks é a colunista de conselhos de relacionamento e sexo do Unicorn Booty. Yana atualmente estuda Terapia Conjugal e Familiar na Antioch University com a esperança de se tornar a melhor sexóloga gay do país. Ela se graduou em estudos da sexualidade e educação sexual e trabalhou como educadora sexual nos sex shops Good Vibrations e She Bop. As suas colunas sobre sexo e cultura sexual foram publicadas no Valley Advocate, Curve, Bitch, Autostraddle.com e The Toast. Encontre ela no Facebook e no Instagram @the_vspot.

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