Quantcast
Acolhimento LGBT: como ter acesso ao ambulatório de cuidado ao LGBT do Hospital da Mulher Escolhas do Editor

Acolhimento LGBT: como ter acesso ao ambulatório de cuidado ao LGBT do Hospital da Mulher

Written by Marcio Rolim on November 26, 2019
Be first to like this.

Acolhimento LGBT é possível no Ambulatório de Acolhimento e Cuidado Integral de Pessoas Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) do Hospital da Mulher Dr.ª Nise da Silveira (HM), localizado no bairro Poço, em Maceió, que é o primeiro serviço em Alagoas 100% SUS com foco no cuidado e acolhimento das pessoas LGBT. Mas você sabe como ter acesso ao ambulatório de consultas especializadas, que é composto por uma equipe multiprofissional, que oferece acompanhamento, exames clínicos e tratamento adequado de acordo com as especificidades de cada usuário?

Para a marcação, a pessoa LGBT deve ligar no telefone (82) 3131-1395, das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, e solicitar ao videofonista o agendamento para a consulta de enfermagem LGBT. O videofonista vai identificar a solicitação e autorizar a marcação no Sistema de Regulação (SisReg), posteriormente enviará por e-mail a marcação, caso o solicitante tenha. Contudo, se ele não tiver e-mail, o videofonista informará um código de acesso ao solicitante para acesso ao serviço especializado. Os atendimentos das consultas acontecem de segunda a sexta, das 7h às 21h.

Acolhimento LGBT

O atendimento terá início com um enfermeiro, assistente social e psicólogo. A partir da avaliação desses três profissionais é que será feito o encaminhamento ao profissional médico, a depender da necessidade de cada usuário para as especialidades, como ginecologia, urologia, proctologia, mastologia, psiquiatria, infectologista e endocrinologista.

Para garantir a integralidade do cuidado aos usuários com demanda para a realização das ações no que se refere à saúde integral LGBT, o ambulatório trata o acolhimento com humanização e respeito ao uso do nome social. Além disso, o serviço é definido na modalidade ambulatorial, que consiste no acompanhamento clínico das especialidades previstas, na realização de exames, na promoção de iniciativas voltadas à redução de riscos e na atenção aos problemas decorrentes do uso prolongado de hormônios femininos e masculinos para as pessoas travestis e transexuais (TT).

O ambulatório visa ainda reduzir danos à saúde das pessoas LGBT no que diz respeito ao uso excessivo de medicamentos, drogas e fármacos, especialmente para travestis e transexuais, a fim de prevenir novos casos de cânceres ginecológicos (cervical, uterino e mamário) entre lésbicas, mulheres bissexuais e homens trans, bem como ampliar o acesso ao tratamento qualificado. O ambulatório também tem como proposta prevenir novos casos de câncer de próstata entre gays, homens bissexuais e TT, além de estender o acesso ao tratamento da hormonioterapia, destinada a promover atenção especializada no Processo Transexualizador.

Para o assessor técnico de Políticas Transversais da Sesau, Robert Lincoln, o serviço traz uma proposta de acolhimento e atenção integral às pessoas LGBT, respeitando as necessidades de cada um através da escuta qualificada.

“É um momento a ser comemorado no que diz respeito à garantia do direito a atenção à saúde, as especificidades de cada usuário, já que, historicamente, as pessoas LGBT sofrem com a discriminação e a invisibilidade frente às políticas públicas. Vale salientar que, com este serviço, as pessoas trans passarão a ser acolhidas e a ter uma atenção humanizada e especializada que, além de contemplar suas características, serão respeitadas suas individualidades, numa ação direta contra a transfobia, que expõe essa população a vulnerabilidades sociais geradoras de situações de risco social, como violências psicológicas e físicas, dentre outras”, destacou.

Portaria – O processo transexualizador foi instituído no SUS por meio da Portaria nº 1.707 e nº 457 de agosto de 2008, tendo sido posteriormente redefinido e ampliado pela Portaria nº 2.803, de 19 de novembro de 2013 (bit.ly/2OxDfCT), com o objetivo de atender as pessoas que sofrem com a incompatibilidade de gênero, caracterizada pelo não reconhecimento do próprio corpo em relação à identidade de gênero, seja masculino ou feminino.

A portaria prevê duas modalidades de habilitação para procedimentos do processo transexualizador: ambulatorial e hospitalar. Na modalidade ambulatorial é ofertado atendimento clínico pré e pós-cirúrgico, além da hormonioterapia. A modalidade hospitalar prevê a realização de procedimentos cirúrgicos e acompanhamento pré e pós-operatório. Vale ressaltar que o HM não realiza cirurgias de mudança de sexo. O processo transexualizador envolve apenas a terapia hormonal, na qual o tratamento vai ser feito de forma flexível em resposta às necessidades individuais de cada paciente.

Por Agência Alagoas

Read more stories by just signing up

or Download the App to read the latest stories

Already a member? Log in
Português
  • English
  • Français
  • Español
  • ไทย
  • 繁體中文