Atleta bissexual afirma que “colegas se recusam a dar aperto de mão” após sair do armário

Atleta bissexual afirma que “colegas se recusam a dar aperto de mão” após sair do armário

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Atleta bissexual Jake Woolley afirma que, desde que assumiu sua bissexualidade, vem passando por momentos difíceis. Segundo o jovem de 21 anos, alguns atletas recusam até apertar a sua mão durante os eventos esportivos.

Em entrevista ao extra.ie, o atleta, de 21 anos, que competiu pela Irlanda nas Olímpiadas de Taekwondo e representará o país nos Jogos Olímpicos de 2020, diz que lamenta a forma com que sua atitude foi recepcionada. “Alguns oponentes deixaram de me dar aperto de mão e só pensei: ‘Eu preciso me defender!’. De outro lado, outros vieram até mim para me parabenizar. A maioria das pessoas não se importa, mas se alguém tiver um problema comigo, por isso, eu passarei a ter também”, relata o praticante de Taekwondo que se tornou o primeiro atleta da Irlanda a competir nas Olimpíadas pelo país na modalidade.

Jake em campeonato em 2016

“Quero ser o primeiro atleta irlandês a se destacar no meu esporte: o garoto de Tallaght que foi às Olimpíadas – não Jack, o ‘atleta gay’. As pessoas assumem muitas coisas sobre você quando se é rotulado”, continuou. Apesar da negativa que tem recebido, Jack espera que sua atitude ajude jovens LGBTs. “Talvez minha decisão possa ser boa por inspirar outros jovens. Se alguém quiser falar comigo sobre o que está passando, vai ser ótimo se eu puder ajudar”.

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