Atleta trans fisiculturista
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Atleta trans fisiculturista faz campanha contra LGBTfobia

Atleta trans fisiculturista usa suas redes sociais para fazer campanha contra LGBTfobia no Dia Nacional do Orgulho LGBT, celebrado nesta segunda-feira (25). Juliano Ferreira, também conhecido como Júh Asth, usou o Instagram para fazer uma campanha contra a LGBTfobia e todos os outros tipos de discriminação.

Em uma das postagens, Juliano apareceu com o rosto cheio de hematomas e sangrando. Após milhares de comentários e ligações preocupadas, surgiu uma nova foto desta vez com os seguintes questionamentos. “E se fosse com você? Até quando iremos viver a sombra do medo? Independente do que você seja, homens, mulheres, negros, homossexuais, transsexuais, vivemos apenas por um propósito: SER FELIZ”.

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E SE FOSSE COM VOCÊ? * * * ATÉ QUANDO IREMOS VIVER NA SOMBRA DO MEDO ? ATÉ QUANDO AS PESSOAS IRÃO RESPEITAR O ESPAÇO E A VIDA DE CADA UM? INDEPENDENTE DO QUE VC SEJA, HOMENS, MULHERES, NEGROS, HOMOSSEXUAIS, TRANSEXUAIS, VIVEMOS APENAS POR UM PROPÓSITO… SER FELIZ! – – – 👉 “ A verdade é que ser gay nunca foi fácil.” “ Me tornei alguém por outras pessoas tb.” “ Por um tempo eu era o cara que se indignava com as violências, e hoje eu sou a vítima de uma agressão e de uma tentava de homicídio. “ “ Eles merecem sim que a justiça seja feita para que se acabe com a mácula desse país de impunidade em todos os âmbitos, não só com relação à homofobia, mas o Racismo Impune, o Machismo Impune, a violência Doméstica e todos os outros de um modo geral..” palavras ditas pelo André Baliera, estudante de direito, sofreu atos de violência homofóbica. . . . . #violencia #violenciahomofóbica #violenciatransfóbica #violenciacontramulher #violenciaracista #violenciadomestica #justica #vamosdarvoz

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As publicações movimentaram os internautas que se identificaram com a causa e deixaram depoimentos. O apelo da campanha, idealizada pelo Make-Up Artistic, Michel Sampaio, vai de encontro a resultados alarmantes de pesquisas que mostram que o Brasil registra uma morte por homofobia a cada 16 horas. Os dados foram tabulados por Julio Pinheiro Cardia, ex-coordenador da Diretoria de Promoção dos Direitos LGBT do Ministério dos Direitos Humanos. E revelam que 8.027 pessoas LGBTs foram assassinadas no Brasil entre 1963 e 2018 em razão de orientação sexual ou identidade de gênero.

Júh Asth ganhou prêmio em concurso no Rio de Janeiro em 2017 dedicado às pessoas transgêneros que praticam o fisiculturismo. Treinador de outros atletas, Júh conta que teve que parar os seus treinos, ininterruptos por nove anos para se dedicar a cirurgia de remoção de mama. “Fiquei 31 dias sem treinar. Sabia que meu shape ia dar uma caída para competições.

Ano passado, o Atleta trans fisiculturista concedeu à Revista Trip uma entrevista onde fala sobre maromba, transição e preconceito dentro dos esportes. Confira o vídeo.

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