Bambola
Bambola

Bom dia Brasil, boa tarde Itália: Bambola, conheça a nova sensação da internet

Elas vêm e vão, viram memes, bombam nas redes e fazem a alegria dos LGBT que estão sempre com seus bordões na ponta da Língua. Bambola é a bola da vez. Com seu bordão “Bom dia Brasil, Boa tarde Itália”, a travesti brasileira já acumula mais de 50 mil seguidores no Instagram e já é a preferia dos memes.

Sempre em companhia de sua cadelinha luxo e glamour Wendy Star, ela aparece em curtos vídeos nem sempre bem enquadrados, mas muito deliciosos de ver. A gata é seguida, inclusive por Pabllo Vittar, Solange Almeida, Miguel Falabella, Marco Luque, entre outros. Todos a imitam nas redes.

Bambola é uma referência LGBT na Itália, sua empresa Star Eventos promove concursos de Miss Trans e várias festas bombadas na região da Toscana, onde vive. Mas nem tudo são flores, segundo matéria do Extra, Bamobla teve uma infância difícil, pobre e lutou muito para alcançar sucesso.

A empresária nasceu em uma tribo no estado do Acre. “Venho do Brasil, do município de Tarauacá, no Acre, uma aldeia localizada no coração da floresta amazônica. Minhas origens são indígenas, exatamente de Igarapé do Caucho e minha tribo é dos Índios Kaxinawá. Mamãe e papai morreram quando eu era criança, mas ainda há três dos meus irmãos morando lá”, contou ela a revista italiana “Ilpiccole Magazine”.

A travesti que não revela seu nome original conta como decidiu sair da aldeia: “Aos 11 anos, decidi deixar a floresta e procurar outro lugar para o meu destino. Foi uma decisão dolorosa, mas senti que tinha que viajar por essa estrada, não conseguia expressá-la vivendo na aldeia. Lá, eu não tive a oportunidade de estudar, não havia escola e eu era analfabeto. A partir do momento em que saí, viajei pelo Brasil em busca de estabilidade, até chegar no Rio de Janeiro”.

“Vivi muito tempo debaixo das pontes, na rua, com outras crianças como eu. Éramos meninos de rua, na maioria órfãos ou de famílias devastadas pelas inaceitáveis ​​condições de vida das favelas. Foi uma época muito difícil”, emociona-se: “Felizmente, um dia, conheci uma trans que me levou sob sua asa e me ajudou a ter uma melhor condição de vida”.

Bambola foi para Roma aos 17 anos e lá encontrou um diretor e entrou para a indústria pornô para quem trabalhou com filmes, sites de prostituição e eventos na época em que ainda usava o nome Moana Close. Hoje, já há 28 anos na Europa, Bambola espera passar a velhice de volta em casa: “Eu amo a Itália e os italianos. É um país que me deu tanto e sou muito grato, mas minha natureza é essa. Apesar de ter vivido no conforto até agora, não acho que seja um problema voltar às minhas origens. É preciso seguir o coração”.