Bem menininha
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Bem menininha: Fernanda Gentil ironiza política anti-LGBTI na Rússia

A Copa do Mundo de 2018 começou hoje (14/06), na Rússia, e uma das maiores polêmicas é exatamente a política anti-LGBTI do país. Como de costume, a apresentadora Fátima Bernardes faz parte da cobertura todos os anos de mundial e em uma entrada ao vivo com a correspondente Fernanda Gentil, assumidamente lésbica, que está em Moscou para acompanhar o campeonato.

No bate-papo, a jornalista roubou a cena ao fazer um comentário pra lá de irônico sobre as diversas regras impostas pelo país europeu aos turistas, principalmente LGBTI. A apresentadora que assumiu um relacionamento com a também comunicadora Priscila Montandon explicou que apesar do país não considerar a homossexualidade crime, há uma lei de 2013, que proíbe todo tipo de propaganda gay, que seria a demonstração de afeto entre pessoas do mesmo sexo.

Bem menininha

“Eles querem é proteger as crianças, que segundo o governo, não podem ver esse tipo de manifestação. Como cidadão, a gente tem o direito de questionar, como várias regras e leis do Brasil a gente faz, mas como cidadão também a gente tem a obrigação de cumprir, a não ser que queira pagar pena”, disse.

“Na teoria tem a orientação, a restrição de várias questões, mas na prática, durante a Copa a gente vai vendo no dia a dia. O importante é a gente chegar bem orientado. Eu por exemplo, tô aqui bem na atividade, tô bem menininha”, brincou causando risos em Fátima e nos demais presentes no palco. (veja vídeo no G1)

O jargão “bem menininha” viralizou ano passado no Instagram de uma trans brasileira que vive na Itália, Raphaella Salim, que mandou o vídeo a um grupo de amigos e logo centenas de artistas estavam repetindo a frase.

Desde 1993 o relacionamento homossexual não é considerado crime na Rússia. No entanto, uma lei mais recente, de 2003, criminaliza qualquer tipo de “propaganda de orientação sexual não tradicional para menores de idade”, em tradução literal.

Com isso, fica proibido demonstrações públicas de afeto entre casais do mesmo sexo, sendo passível de multas que vão de 5.000 rublos russos (R$ 297) à 70 mil rublos russos (R$ 4.200). Essa e outras leis russas estão descritas em uma cartilha da embaixada brasileira, entregue aos torcedores que viajaram para acompanhar a Copa.