Paisagista de Atlanta se recusa a fazer negócios com casais gays

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Em junho de 2015, o Supremo Tribunal dos EUA legalizou a igualdade no casamento em todo o país. Mas parece que algumas pessoas no país, como Stuart DiNenno, proprietário da Botanica Atlanta Landscape Design em Atlanta, Geórgia, não recebeu o memorando. Ele recentemente se recusou a prestar serviços a um casal gay porque ele se acredita que é “ilusão de dois homens se chamarem de casal”.

A página do Botanica Atlanta Landscape Design no Yelp já começou a ser inundada por críticas negativas incluindo uma que mostra um post no Facebook racista feito por DiNenno e outro (abaixo) no qual aparentemente se refere a um casal gay “sodomita”.

O casal gay em questão postou sobre sua experiência em na página do Botanica Atlanta Design Landscape. Eles escreveram: “Contactado hoje sobre um projeto muito grande em Sandy Springs. O proprietário perguntou se o trabalho era para mim e minha esposa, eu disse que não, mas para mim e meu marido e ele respondeu que não estaria interessado em trabalhar conosco”.

Botanica Atlanta Landscape Design 02, Stuart DiNennon 04
Post supostamente feito por Stuart DiNenno, dono da Botanica Atlanta Landscape Design

DiNenno respondeu escrevendo: “Sim, esta é uma descrição precisa do que aconteceu. Ao fazer um grande projeto de paisagismo, é necessário trabalhar com os proprietários de casas por vários meses durante as fases de projeto e instalação. Eu não posso fazer isso, o tempo todo concordando com a ilusão de dois homens se chamando de casal, com um homem se referindo ao outro homem como seu marido. É muito perverso e tolo”.

Tenha em mente que o tolo fanatismo de DiNenno é uma ilustração do motivo pelo qual a comunidade LGBTI se opõe às leis de “liberdade religiosa” que permitem às empresas negar serviços a pessoas gays com base em “crenças religiosas sinceras”.

DiNenno não menciona religião, mas a ideia de que o casamento é apenas entre um homem e uma mulher e que casais do mesmo sexo são “perversos” são ambos enraizados na ideologia religiosa.

E ele é apenas o exemplo mais recente. Em adição ao bolo de casamento e o florista Christian que ambos se recusaram a fazer trabalhos para casais do mesmo sexo, ainda houve um farmacêutico que se recusou a dar remédios a uma mulher trans.

Dar às pessoas o direito de recusar o serviço de pessoas LGBTI com base em suas crenças não apenas nos torna cidadãos de segunda classe em uma teocracia cristã conservadora, mas em alguns casos serve para nos humilhar, nos nega a dignidade de celebrar eventos da vida e até mesmo nos mata.

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