Clareamento do pênis é o novo hit estético entre homens gays

This post is also available in: English Español ไทย 繁體中文 Українська

Pela bagatela de R$ 2.100 por cinco sessões, agora você pode simplesmente “ajustar” a cor de seu pau ou tirar aquelas manchas que pareciam jamais ter solução. Pois é, o clareamento peniano hitou na Tailândia, especialmente entre os homens LGBT, e parece que o procedimento vai ganhar o mundo em 2018.

Claro que o branqueamento de dentes, olhos e até de pele, ainda são os mais procurados, mas agora a mesma técnica dermatológica está sendo usada em clínicas nos genitais masculinos. Na Tailândia, onde tudo acontece, sabemos, o branqueamento do pênis estreou no Lelux Hospital, em Banguecoque, no mês de julho do ano passado e, desde então, mais de 100 homens já se submeteram ao tratamento, segundo o hospital.

O clareamento dos genitais é feito através de aplicação de laser na zona atingida e tem que ser feito em pelo menos cinco sessões que custam cerca de 500 euros. As primeiras imagens do tratamento foram publicadas esta semana e o hospital garante que a popularidade do branqueamento de peniano não para de aumentar.

“Estamos recebendo cada vez mais clientes e já temos muitas agendamos feitos para todo o semestre “, garante o responsável de marketing da unidade de saúde tailandesa. É comum na Tailândia as pessoas procurarem o “ideal de pele” mais clara e o Lelux Hospital tem respondido a vários pedidos de pacientes que querem aclarar a pele em diferentes zonas do corpo.

A ideia de clarear os genitais partiu de um homem que procurou o hospital queixando-se de ter “o pênis muito escuro”. “Cada vez mais pessoas perguntam pelos tratamentos de branqueamento de pele. Temos cerca de 100 clientes por mês. Por dia entre três a quatro”, garante Bunthita Wattanasiri, diretora do departamento de Pele e Laser do hospital, que destaca que “há que se ter cuidado porque é uma parte muito sensível do corpo”. A maioria dos homens que fazem o tratamento tem entre 22 a 55 anos e pertence à população LGBT, adianta o hospital.

Temos apenas que ficar ligados sobre o quanto de racismo estrutural há nesse tipo de procedimento e se isso pode influenciar a população sobre o que realmente é uma mancha estética ou apenas um padrão imposto para que tenhamos a pele mais clara. O que você acha? Conte pra gente sua opinião.

 

Foto: AFP/Handout