Costa Rica poderá ser segundo país a reproibir a igualdade matrimonial

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As tensões em torno dos direitos LGBT aumentaram na Costa Rica nos últimos meses, dando origem ao sentimento anti-LGBT e ao aumento da preferência ao candidato presidencial anti-LGBT, Fabricio Alvarado. O ano de eleição da Costa Rica começou com os pais protestando e bloqueando as entradas de  mais de uma dúzia de escolas primárias e mantendo seus filhos em casa para demonstrar a desaprovação da “ideologia de gênero” que está sendo ensinada nas aulas de educação sexual, de acordo com o Conselho das Américas.

As tensões pioraram quando, já perto de 2018, a Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou que reconhecia o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A decisão do tribunal levou a uma grande contração política na Costa Rica, especialmente entre eleitores conservadores.

De acordo com a Pew Research Center, 61% dos costarriquenhos se opõem ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Quando o assunto é fé religiosa, 78% dos protestantes da Costa Rica se opõem ao casamento gay legal, em comparação com “apenas” 57% dos católicos; 40% dos costarriquenhos com idades compreendidas entre os 18 e 34 anos apoiam a igualdade matrimonial – embora o suporte diminua para apenas 20% para aqueles com mais de 35 anos.

Ainda assim, o país tem um longo caminho a percorrer e as coisas não estão ótimas. Os problemas dos LGBTs, especialmente a igualdade matrimonial, assumiram um lugar na atual corrida presidencial da Costa Rica.

Fabricio Alvarado, um candidato presidencial evangélico conservador, está liderando as pesquisas, uma realidade assustadora para os costarriquenses LGBT. Alvarado condenou publicamente a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Ele está ameaçando retirar Costa Rica do tribunal se ele vencer as eleições.

Fabricio Alvarado costa rica
Fabricio Alvarado

Alvarado também apoiou Alvaro Ramos, que foi vice-Ministro do Interior de 1986 a 1987. Foi durante esse período em que Ramos orquestrou uma repressão aos cidadãos LGBT. Nesse período, cerca de 1.000 pessoas foram presas sem acusações, depois passaram por humilhação pública e testagem obrigatória de HIV.

Ramos poderá facilmente assumir o cargo de Ministro da Segurança se Alvarado ganhar as eleições, de acordo com o jornalista Cristian Cambronero.

Grupos de direitos humanos na Costa Rica estão reportando um aumento nos ataques físicos e verbais contra pessoas LGBT, incluindo ameaças de morte, de acordo com o Telesur.

“Todos nós temos o direito de viver sem ser atacados. Estamos forçando  o Estado a implementar medidas de proteção”, disse Michelle Jones, porta-voz da Frente de Igualdade de Direitos.

A eleição presidencial da Costa Rica ocorrerá no dia 1 de abril.

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Imagem por Arnulfo Franco/AP