Creche Arco-íris
Creche Arco-íris

Creche Arco-íris muda de nome porque vereador acredita que ele promove “homossexualismo”

O nome Creche arco-íris foi escolhido por moradores do bairro em Palmas, onde fica localizada a creche para 450 crianças, mas uma recente decisão obrigou o nome a ser mudado. Caso gerou polêmica nas redes sociais.

O problema envolvendo o Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) começou após a prefeitura enviar um projeto de lei para a Câmara de Vereadores criando seis novas creches, sendo que uma das unidades seria chamada de Arco-íris, mas o nome encontrou resistência por ser “usado para a promoção do homossexualismo”, segundo o vereador Filipe Martins (PSC).

Segundo informação do portal G1, a Secretaria Municipal de Educação confirmou que o nome da creche foi escolhido pela própria comunidade da Arse 102 (antiga 1.006 Sul), mas o projeto com o novo nome foi sancionado, uma vez que seus trâmites cumpriram todos os requisitos legais.

Creche Arco-íris

O projeto com o novo nome foi publicado no Diário Oficial do Município, na semana passada, após ser sancionado pela prefeita de Palmas e a unidade passou a se chamar Romilda Budke Guarda. A mudança no nome da escola foi divulgada no próprio site do vereador: “o objetivo é homenagear uma das pioneiras de Palmas como reconhecimento pelos relevantes serviços prestados aos palmenses, além de substituir o nome Arco-Íris, que apesar de ser um símbolo do cristianismo, também é usado para promoção do homossexualismo”, diz trecho de nota publicada.

Imediatamente os protestos surgiram nas redes:

“É isso aí vereador, agora só falta trocar o veado das placas nas rodovias que alerta sobre animais silvestres”.

“Eu que pensava que a buraqueira, a falta de iluminação pública, segurança educação de qualidade fossem de maior necessidade […] Deve ser difícil para o senhor sair às ruas em dias de sol e chuva”.

“O problema não é colocar o nome de uma pessoa. Porque se é uma pessoa que tem serviços prestados, tudo bem. Só que ele foi eleito para cuidar de tantas outras questões mais importantes do que isso”.

Um dos argumentos do vereador após os protestos foi de que “o grupo LGBTI tem usado bastante a bandeira do Arco-íris. Eles usam como símbolo deles. Então para não ter uma bandeira fizemos a substituição, que é de direito do vereador. Já que essa bandeira tem apologia do homossexualismo e estaria dentro de um centro infantil, fizemos a alteração. Mas não tenho nada contra o homossexualismo.”

Essa não é a primeira vez que a Câmara de Vereadores de Palmas se envolve em polêmicas envolvendo questões de gênero. Em 2016, por exemplo, os parlamentares aprovaram uma lei proibindo a discussão sobre ideologia de gênero (diversidade sexual) nas escolas municipais.