Deputado transfóbico
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Deputado transfóbico se assume gay após ameaças de fotos de sexo serem vazadas

Deputado transfóbico que fez declaração de violência contra pessoas transexuais, Douglas Garcia, do PSL, se viu obrigado a assumir sua sexualidade diante da câmara dos deputados após ameaças de fotos e vídeos de sexo com homens serem vazados.

Segundo reportagem do G1, O comentário foi feito após discurso da deputada estadual do PSOL Erica Malunguinho, a primeira transexual eleita para ocupar uma cadeira na Alesp. Erica Malunguinho criticou um projeto de lei do deputado Altair Morais (PRB-SP) que “estabelece o sexo biológico como o único critério para definição do gênero de competidores em partidas esportivas oficiais no estado”.

Mas o jogo virou um dia depois para o deputado transfóbico. Depois de dizer que tiraria a tapa uma transexual que estivesse num banheiro feminino, o deputado estadual Douglas Garcia, do PSL, assumiu ser gay nesta sexta-feira, durante uma sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo. Quem fez o anúncio em nome de Garcia foi a deputada estadual Janaina Paschoal, sua colega de partido.

 

Assista Janaina Paschoal fazendo o outing do colega:

Mas ainda assim, o deputado mantém sua posição contra os lgbti. Na sequência, emocionado, o deputado, ainda do plenário, complementou ao microfone: — Não diminui em nada as bandeiras que eu venho defendendo aqui na Assembleia Legislativa contra a ideologia de gênero — afirmou Garcia.

Ao GLOBO, o deputado disse que começou a receber dezenas de ameaças nas redes sociais após o episódio com Malunguinho, e que já vinha cogitando assumir ser gay desde que foi eleito em outubro do ano passado. — Ameaçaram levar minha orientação sexual a público. Então eu me antecedi — disse ele, sem se estender sobre qual tipo de ameaça estaria sofrendo.

O parlamentar classifica como “fake news” as acusações de que seu discurso prega o ódio aos transsexuais e aos homossexuais. — Acabaram passando uma imagem tão distorcida que pessoas com quem eu já tinha me relacionado começaram a procurar dar publicidade da minha vida privada. Queriam me colocar como se eu fosse um gay enrustido que até então estava se segurando e, por isso, saia xingando todo mundo. Não tem nada a ver. E sempre bati e vou continuar batendo na militância LGBTI. Continuo sendo radicalmente contra o movimento LGBTI, mas agora com mais credibilidade ainda.

Garcia, de 25 anos, é vice-presidente do movimento Direita São Paulo. Durante a campanha, disse que gostaria de se eleger deputado estadual, entre outros motivos, para criar um “um projeto de lei que proíba qualquer repasse de dinheiro público para a agenda LGBTI”. Em sua página no Facebook conta ter estado na linha de frente da organização das marchas contra a lei de Migração, pela revogação do estatuto do desarmamento, em defesa da família pela vida dos policiais militares. Também se orgulha de ter apresentado na Câmara Municipal o projeto escola sem partido e infância sem pornografia.

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