Digital influencer gay
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Digital influencer gay é espancado por policiais durante carnaval

Digital influencer gay foi espancado na tarde de domingo (10) durante o bloco de carnaval da cantora Claudia leite em SP. Um grupo de policiais militares foi flagrado agredindo o folião durante a passagem do bloco Largadinho, na Avenida Marquês de São Vicente, na região central, no momento em que chovia forte obrigando o precisou a ser interrompido.

Segundo reportagem do G1, os policiais militares arrastaram Guilherme Kieras, 29 anos, para perto das viaturas. Um deles dá um soco na boca de Guilherme, que continua sendo arrastado e agredido. A cena começou na frente da marquise de uma churrascaria. Guilherme e seu amigo, João Henrique Félix, 27 anos, foram se abrigar da chuva. Quando chegaram, vários policiais militares já estavam no local. Eles pediram para que os dois saíssem.

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E assim foi o final do meu bloco neste último sábado. Fui na companhia de alguns amigos no bloco Largadinho, na Barra Funda. Estava muito feliz pois sou fã da Claudia Leitte e tudo estava muito leve e descontraído. Quase no final do circuito, uma chuva muito forte começou, obrigando o público a procurar por abrigo. Tentei com um amigo me abrigar embaixo de uma marquise na Avenida Marques de São Vicente, onde um grupo de policiais militares se protegiam e fomos impedidos, um dos policiais informou que não podíamos ficar ali, sem questionar saímos e andamos mais alguns metros, nos alojando embaixo de uma árvore próxima dessa marquise, onde não havia ninguém e fiquei abraçado com ele para me proteger do frio, nisso um policial começou a gritar dizendo que ali também não podíamos ficar, eu questionei porque não havia motivo aparente para não poder, fomos em seguida perseguidos por 4 a 5 PMs que nos batiam com cassetetes, chegando a me perseguir na rua, me levar a força para uma rua afastada, onde levei socos, chutes e fui desacordado por uma mata-leão. A última coisa que lembro antes de perder a consciência foi de pedir para não morrer, e segundos após acordar, me recordo de pedir pra ir embora. Fui chutado para a rua, onde, sangrando muito pela boca e rosto, saí em busca de ajuda. O que mais me dói não é o que passou comigo, mas é saber que essa é a realidade de milhares de jovens brasileiros, que dependem desses profissionais despreparados e desequilibrados. Precisamos de segurança, de respeito, e, principalmente, de mais amor no coração. Tá difícil…

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Os amigos disseram que obedeceram e correram para se abrigar sob uma árvore. Foi então que os policiais foram até eles e disseram que os dois não poderiam permanecer ali também. “Nós estávamos no meio do bloco na Barra Funda e já estava quase no final. Começou a chover muito, então, o povo começou a se abrigar embaixo de marquises, embaixo de ponto de ônibus para tentar fugir da chuva. Eu e um amigo saiu em busca de abrigo e a gente encontrou uma marquise de um restaurante que tinha próximo ali do bloco, nós tentamos ficar embaixo”, disse Guilherme.

Segundo ele, os policiais pediram para eles saírem do local. “Alguns policiais tinham cercado aquela área como deles, então eles preferiam que as pessoas não invadissem, então eles não deixaram que a gente entrasse. A gente tentou entrar elas falaram: não, vocês não podem entrar aqui. A gente não questionou e andou por mais alguns dois ou três metros, onde tinham algumas árvores e a gente se alojou embaixo delas e se abraçou para se proteger do frio.”

Guilherme contou que foi neste momento que começou a ser agredido. “Uns policiais foram até a gente e um deles falou que ali também não podíamos ficar. Eu questionei já que não estava atrapalhando o trabalho dos policiais, não tinha ninguém por ali e não havia nenhum problema aparente. Nisso nós fomos respondidos com cacetadas, eles saíram correndo atrás da gente. Meu amigo foi para um lado, eu fui para o meio da multidão, meu amigo caiu no chão mas conseguiu se safar da polícia depois de levar algumas porradas.”

Conhecido nas redes sociais como Guigo Quieras e com mais de 100 mil seguidores, Guigo disse que foi torturado. “Acabei sendo pego, fui arrastado até uma rua afastada, onde estavam os carros da PM estacionados. Ali foram socos, pontapés, porrada na boca, mata-leão, foi uma sessão de tortura.” Em sua conta do Instagram, Guigo mostra que levou três pontos na boca e teve de esperar seis horas na delegacia para registrar o Boletim de Ocorrência. Ele fez exame de corpo delito. Os dois amigos estão cheios de marca de cassetetes pelo corpo.

Segundo o capitão Osmário Ferreira, porta-voz da PM, os policiais que aparecem no vídeo foram afastados. “Durante o carnaval, somente neste final de semana, tivemos 10 mil policiais em serviço em toda a capital, a gente tem certeza que esse é um fato isolado. Lamentamos o fato, assim que tivemos conhecimento do fato já instauramos de pronto um inquérito policial militar e os policiais permanecerão afastados até a sua conclusão.”

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