Douglas Drys, nosso #HornetGuy de julho tem algo que vai te surpreender. Confira!

Douglas Drys, nosso #HornetGuy de julho tem algo que vai te surpreender. Confira!

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Todos os meses, o Hornet traz um ensaio fotográfico e uma entrevista com um cara que não é apenas nosso usuário ou um simples modelo bom de fotos, mas alguém que representa alguma mudança para a população LGBTI em sua luta pessoa e social. Conheça Douglas Drys, um paraense de 23 anos que atualmente mora em São Paulo e faz trabalhos como modelo fotográfico. O clique, claro, é do Leonardo Santos.

Estou solteiro. Acredito que o tipo de relacionamento que melhor funciona para mim são as relações poliamorosas – o que não tem nada com promiscuidade. Sou um cara que respeita o desejo do outro e, mesmo sendo um casal, não deixamos de ter, cada um, desejos diferentes. Não se trata de fetiche, mas de uma forma gostosa de amar sem obedecer a padrões.

Sobre minha prótese, tem muita gente que só fala comigo por curiosidade. Porque pra eles é algo novo e pra mim é algo já desconstruído. Porém após conversar e conhecer a essência por trás da prótese, a coisa se torna muito comum na maioria dos casos. Sou tão bem resolvido com a minha condição que quaisquer que fossem reações contrárias não me abalariam.

Uma vez, após receber uma proposta a qual não me agradou, fui ofendido, o cara me chamou de “viado aleijado e nordestino”. Eu fiquei revoltado, pois sou nortista com orgulho (mas é senso comum acharem que tudo o que não é sou e sudeste é nordeste).

Nunca foi preciso construir um personagem, sempre tomei as melhores decisões para minha vida, uma delas foi a de amputar a perna. Partiu de mim a decisão, mesmo sabendo o que estava por vir, que enfrentaria preconceitos e olhares tortos. Mas isso nunca será um problema pra mim.

A ideia do fetiche é muito presente, o tempo inteiro sou visto dessa forma. Eu entendo que as pessoas tenham fetiches e transar com um cara de perna amputada é só mais um deles. Mas isso não me abala, eu quero ter uma carreira sólida no mundo da moda, ser reconhecido e me formar em psicologia para ajudar as pessoas com baixa autoestima.

Pratico exercícios físicos, costumo sair para baladas, bares, teatros.  Mas nada melhor que estar entre amigos, queijos e vinhos. Não tenho limitações e nada me impede de fazer o que eu quero.

Essa é para rir: certa vez recebi uma proposta para me fantasiar de Saci Pererê. Se eu aceitei? TOPEI NA HORA!  Afinal, o saci albino é uma espécie raríssima!

 

Gostaram do nosso cara do mês de julho? Que tipo de cara você gostaria de ver em nossos ensaios? Deixe um comentário.

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