Empresárias vítimas
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Empresárias vítimas de homofobia por parte de cliente viralizam na internet

Duas empresárias casadas, que moram em Resende, no Sul do Rio de Janeiro, foram vítimas de homofobia nesta segunda-feira (11/06) e seu post viralizou fazendo com que milhares de novos clientes surgissem para seu empreendimento. Parece que o jogo virou contra a homofobia dessa vez!

As duas relataram nas redes sociais o preconceito que sofreram de uma cliente da loja de doces, no bairro Campos Elíseos, durante a compra de um serviço. Enayle Psi, de 27 anos, postou fotos da captura de tela do celular onde estão as mensagens trocadas entre ela e a cliente. A mulher — que não teve a identidade divulgada — pediu para falar com o dono do estabelecimento e disse se sentir constrangida ao ser atendida por uma “moça”, entre aspas.

A cliente conta que se sentiu envergonhada, pois a amiga é de uma igreja e ficou aborrecida, porque já tinha recebido alguns doces do local. A mulher completou dizendo que não é preconceituosa, mas que a orientação sexual das proprietárias pode atrapalhar nas vendas. “Não tenho nada contra, mas como sua empresa trabalha com os mais diversos tipos de pessoas, não acho que passe uma boa imagem uma sapatão atendendo”, escreveu na mensagem.

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Posted by Brigadelândia Doces – Delivery on Saturday, June 9, 2018

A mulher homofóbica ainda xingou e menosprezou o trabalho do casal. “Esperar o que de duas mulecas (sic), que não sabem nada da vida. Continuem vendendo doce mesmo, não vão conseguir nada além disso com essa escolha que fizeram”, hostilizou via mensagem de celular. No relato feito pela rede social, Enayle Psi disse que casos como esse não podem ser abafados. “Para aqueles que assim como nós lutam pela liberdade de amar, não recuem, não se intimidem, não somos mais minoria”, disse Enayle.

O casal ainda não decidiu se vai registrar a ocorrência na delegacia. “Não queremos o mal de ninguém, o ódio se combate com amor, o preconceito com informação, divulgação, com voz. Não queremos um ódio direcionado, postamos para reforçar que o preconceito existe, e nos afeta de várias formas”, disse.