fragilidade muscular
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Homens com HIV tem 2 vezes mais prevalência de fragilidade muscular e óssea, diz estudo

Pesquisadores do Multicenter AIDS Cohort Study investigaram 399 homens, sendo 200 soronegativos para o HIV e 199 soropositivos. O MACS já realiza um estudo contínuo de trinta anos sobre homens vivendo com HIV. Todos os homens que foram avaliados para o projeto estavam entre as idades de 50 e 69 anos. A prevalência de fragilidade foi duas vezes mais comum em homens HIV positivos, 16%, do que em homens HIV negativos, com 8%. Todos os homens que eram soropositivos estavam tomando medicamentos antirretrovirais e geralmente tinham as suas contagens de CD4 sob controle.

Os fatores de risco associados à fragilidade incluíram obesidade abdominal e perda de massa muscular esquelética denominada sarcopenia e osteoporose. Os pesquisadores avaliam a composição corporal incluindo o índice de massa corporal dos participantes, circunferência da cintura, densidade óssea e outros problemas. Os fatores de risco, no entanto, não diferiram pelo status de HIV.

O estudo ainda observa que homens com HIV acima do peso são sete vezes mais propensos a sofrer com essas questões de fragilidade óssea. Essa fragilidade, também chamada de “a epidemia silenciosa” está ligada à baixa densidade óssea e muscular e pode dificultar atividades rotineiras, causando exaustão e fraqueza.

“Encontramos associações robustas entre fragilidade e adiposidade central e sarcopenia. Até onde sabemos, a associação entre a fragilidade e a área do VAT [tecido adiposo visceral] em homens adultos com HIV não foi relatada anteriormente”, disseram os autores do estudo.

A combinação desses sintomas, segundo os pesquisadores, provavelmente se deve à inflamação crônica subjacente e à resposta imune. Os constantes efeitos inflamatórios do HIV é uma das formas pelas quais o vírus pode causar essa fragilidade. Os médicos concluem que para se prevenir desses efeitos, homens devem se preocupar com a alimentação, manter-se dentro de seu peso e ingerir vitamina D.