Homofobia em campo
Homofobia em campo

Homofobia em campo: torcida mexicana gritou insultos anti-gay

A Copa do Mundo da Rússia vai ficar marcada como a copa da homofobia. E não é apenas pela política anti-LGBTI do país, onde um manifestante já foi preso durante o campeonato e um casal foi espancado por um taxista, mas dento dos estádios também. A homofobia em campo começou com a torcida mexicana que, apesar de ter ganhado de 1 a 0 da Alemanha no sábado 16, não poupou insultos anti-gay durante a partida.

A Fifa informou que vai investigar o porquê do árbitro da partida não ter parado o jogo na hora em que os torcedores mexicanos gritaram “puto” (bicha) contra o goleiro alemão. “Temos o nosso primeiro canto de ‘puto’ do dia”, escreveu o repórter Andrew Das do New York Times, quando a partida estava nos 25 minutos do primeiro tempo. “O México certamente pode esperar mais uma multa por praticar homofobia em campo. Talvez, apenas talvez, a Fifa precise aumentar o número, porque não vai desaparecer”, continuou o jornalista, segundo a Outsports.

homofobia em campo

De acordo com a reportagem, só existe uma única forma de a Fifa cessar esse comportamento, que é interrompendo as partidas e esvaziando as arquibancadas quando esses gritos de insultos acontecerem, ou obrigar a equipe mexicana a jogar em frente a estádios vazios desde o primeiro minuto. “Eles fizeram isso muitas vezes devido ao racismo, e deixar de tomar a mesma ação contra o México agora envia uma mensagem clara de que o mundo do futebol se recusa a levar isso a sério”, diz a reportagem.

A torcida mexicana tem histórico nesse campo de ofensas homofóbicas. Torcedores mexicanos já haviam feito isso na Copa do Brasil em 2014 e já foram multados de lá para cá em partidas oficiais de sua seleção. Outros países também receberam multas – Brasil incluso – nos últimos anos, por “importarem” esse comportamento homofóbico do México no momento em que o goleiro adversário repõe a bola em campo.

 

Fotos em destaque site ESPN

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