Juiz consegue suavizar pena para mulheres transexuais que espancaram transfóbico

Juiz consegue suavizar pena para mulheres transexuais que espancaram transfóbico

Be first to like this.

Juiz conseguiu liberar, oficialmente, as três mulheres transexuais, com ordem de toque de recolher, depois de atacar um homem que cometeu crimes racistas e transfóbicos contra elas.

Tamzin Lush, Tylah-Jo Bryan e Amarnih Lewis-Daniel admitiram ação violenta contra o homem, de 19 anos, dentro da estação de metrô, de Leicester Square, durante o incidente, de junho de 2018.

Imagens da câmera mostraram que a alteração do grupo se tornou violenta depois que o homem começou a gritar insultos preconceituosos contra elas.

O rapaz chamou uma das integrantes do grupo de “boceta black” e insistiu que elas não eram mulheres porque “você precisa de uma bunda para ser mulher”. Vídeo nesta matéria.

O trio foi liberado pelo juiz com um toque de recolher de seis meses, enquanto Tylah-Jo Bryan recebeu uma ordem comunitária adicional de 12 meses. A irmã de Tylah, Hannah Bryan, que não é transgênero, foi liberada com uma dispensa condicional pelo delito menor de causar medo ou provocação.

De acordo com o Pink News, Tylah-Jo Bryan relatou: “Já presenciei insultos de passagem e, no momento em que dizem alguma coisa, já se foram, continuam andando. Mas com ele não foi assim. Estávamos dizendo a ele para correr e nos deixar em paz.

“Ficamos indignadas e isso nos levou a ir longe demais. Foi um arrependimento instantâneo. Eu levantei minhas mãos imediatamente.” Desabafou.

Ela acrescentou: “Já sofri ataques físicos de transfobia posteriormente. Os crimes de ódio contra pessoas trans quadruplicaram nos últimos cinco anos, o que é simplesmente surreal.

Racismo e transfobia!

O homem havia praticado crime racial a Bryan, chamando-a de “boceta black”, e se recusou a cooperar com a polícia ou dar-lhes uma declaração após o ataque, relatou a promotora Jacinta Stringer.

O trio de mulheres trans se confessou culpado de desordem violenta e foi condenado a um toque de recolher noturno de seis meses. Lewis-Daniel recebeu 20 dias de reabilitação obrigatória, incluindo terapia de controle da raiva. Tylah-Jo Bryan também recebeu uma ordem de serviço comunitário de 12 meses.

O juiz Nigel Seed disse às mulheres trans: “Vocês quatro foram submetidas a abusos transfóbicos e raciais extremamente ofensivos. Se não fosse por isso, não teria havido desordem violenta, no entanto, isso não desculpa o que você fizeram”, sobre o espancamento ao homem.

“É um sinal de que a chamada vítima percebeu o quão errado estava ao se recusar a cooperar e não fazer qualquer declaração. Não concordo, de forma alguma, com o seu comportamento, mas aceito que o que aconteceu com ele foi totalmente errado”. As mulheres trans envolvidas não deram declarações à imprensa.

Related Stories

Tiffany Pollard se defende de transfobia sendo mais transfóbica ainda
Homem trans receberá indenização de barbeiro que se recusou cortar seu cabelo
Casal denuncia vizinho que fez insultos homofóbicos em Cuiabá
(Vídeo) Professor sofre ataque homofóbico por defender mulher de racismo
Quantcast