marcha da maconha
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Marcha da Maconha 2018 acontece em São Paulo e pede respeito aos usuários

A legalização da maconha está avançando por todo o planeta e as legislações proibicionistas estão dando lugar a políticas públicas que situam o uso de drogas fora da esfera criminal. A Marcha da Maconha, que já faz parte do calendário de atos e manifestações do país há anos, vem mais uma vez alertar a sociedade para a urgente necessidade de mudanças na lei de drogas e, este ano, acontecerá em mais de 40 atos espalhados pelo Brasil.

Em São Paulo, a Marcha acontece na Avenida Paulista com concentração no Masp no próximo sábado, 26, e espera receber mais de 50 mil pessoas confirmadas na página do evento no Facebook.

 

História

Nos EUA, nove estados e Washington DC legalizaram a maconha para uso recreativo – sem necessidade de uma prescrição médica – de adultos com idade acima de 21 anos, além de outros 29 estados que legalizaram o uso medicinal da planta. Fora dos Estados Unidos, há uma extensa lista de países que regulamentaram ou tiveram algum avanço em suas leis em relação aos usos medicinal e social da maconha, equiparando a erva a substâncias controladas, como no caso do Uruguai, onde sua comercialização é feita a consumidores habilitados através das farmácias que tem seu fornecimento de maconha realizado pelo Estado.

Marcha da maconha

Argumento

Para o Dr. André Barros, advogado da Marcha da Maconha e vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, a legalização da maconha é necessária não somente para combater efetivamente o narcotráfico e o mercenário esquema da guerra às drogas, mas também para reparar uma política racista do Estado.

“A criminalização da maconha faz parte da política racista de Estado. O Rio de Janeiro foi o primeiro lugar do mundo a criminalizar a maconha. Em 1830, no §7º da Lei de Posturas Municipais, o hábito dos escravos de consumirem o ‘Pito do Pango’ foi criminalizado com três dias de prisão. Na época, esse era o modo pelo qual os negros consumiam maconha, em pequenos cachimbos. A criminalização da maconha vem junto com a escravidão e a perseguição de toda a cultura dos negros”, diz Barros.

 

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Imagem de capa por Phill Whizzman

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