Embaixador anti-gay da Holanda mente em rede nacional

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Pete Hoekstra, o embaixador americano da Holanda escolhido por Donald Trump, passou vergonha em TV nacional recentemente ao ser pego mentindo duas vezes. Uma mentira negava uma afirmação islamofóbica gravada em vídeo, que ele fez em 2015, e a segunda mentira negava uma afirmação que ele fez durante a própria entrevista.

Pete Hoekstra mente para as câmeras… duas vezes

Numa entrevista para o programa de notícias Nieuwsuur, o jornalista holandês Wouter Zwart pergunta a Hoekstra sobre o que ele teria dito a respeito de “regiões onde não se deve ir” na Holanda, onde muçulmanos põem fogo em carros e em políticos.

“Eu não disse isso,” Hoekstra responde. “Isso é na realidade uma afirmação incorreta. É, nós podemos chamar de ‘notícia falsa.’ Eu nunca disse isso.”

Quando Zwart discorda de Hoekstra, o embaixador responde “Não, não foi o que eu disse.”

Zwart então mostra ao embaixador um vídeo dele mesmo em uma reunião em 2015, dizendo claramente “O movimento islâmico chegou a um ponto em que colocaram a Europa num caos. Caos na Holanda, há carros sendo queimados, há políticos sendo queimados. E sim, há áreas aonde não se deve ir na Holanda.”

Quando a entrevista volta para Hoekstra e Zwart, Zwart diz, “Você chamou de notícia falsa, obviamente…” e Hoekstra responde, “Eu não chamei isso de notícia falsa. Eu não usei essas palavras hoje.”

Zwart olha em direção à câmera, e diz, “Não?” e ri rapidamente, sem acreditar, antes de continuar.

Hoekstra nasceu na Holanda, mas quando era ainda muito jovem, sua família se mudou para Michigan. Ele fez um “pedido de desculpas” meia boca, no qual escreve que ele tem “uma paixão por combater a ameaça global terrorista” e em que diz que ele se arrepende “pela discussão” durante a entrevista — não de mentir repetidadamente, mas pela discussão.

Hoekstra também histórico de negar direitos básicos aos LGBT. Durante o período em que foi Representante do Estado de Michigan, ele foi co-patrocinador de medidas anti-igualitárias pelo menos nove vezes e recebeu prêmios por votar de acordo com o Conselho de Pesquisa Familiar, um grupo certificado de ódio anti-LGBTQ.

Jornais holandeses criticaram a escolha de Hoekstra como algo ruim, uma vez que, no momento da escolha de Trump para a embaixada, o país tinha uma mentalidade pró-igualdade.