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Caso de homofibia em bar da Praça Roosevelt acaba em sangue Vida Noturna

Caso de homofibia em bar da Praça Roosevelt acaba em sangue

Written by Marcio Rolim on February 05, 2018
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Na madrugada do domingo, dia 4, a Praça Roosevelt presenciou uma grave cena de violência em um famoso bar da região, o Papo, Pinga e Petisco, conhecido como PPP, quando o jovem designer Jonas Carnelossi, que vestia uma fantasia da cantora Pabllo Vittar, bateu á porta do bar que já se encontrava fechado, para cobrar uma bebida pela qual teria pago, mas não recebeu. O jornalista Fernando Oliveira que fez a denúncia em sua rede social conta a história:

 

FUJAM DO PPP, aquele bar na Praça Roosevelt. Na hora que estava voltando pra casa, me deparei com um rapaz apanhando, a socos e pontapés, de um brutamontes que o chamava de lixo e viado. Na mesma hora fui com meus amigos e desconhecidos ao socorro do moço, que se chamava Jonas Carnelossi, o brucutu gritava com uma mulher e partia para dar porrada em outro LGBT.

A razão: o Jonas havia comprado uma bebida que não tinha sido entregue e, na hora que eles estavam fechando foi lá cobrar e bateu na porta. Nada mais, nada menos, que isso. Jonas apanhou, teve a roupa rasgada. Tem sangue na bunda. Orelha inchada dos socos que levou. Porque bateu na porta do PPP fantasiado de Pabllo Vittar, com colant e peruca.

Chamamos a guarda civil. Os donos abriram o bar para falar impropérios sobre o Jonas. E começaram a chamar a todos, inclusive um rapaz negro e gay que obviamente tinha razões para perder a cabeça, de lixo. A coisa saiu de controle e a polícia nos orientou a ir para a delegacia. E cá estou, depois de ter ouvido xingamentos do agressor, que se comportava como galo de briga, para servir de testemunha com meus amigos. Estamos munidos com fotos e vídeos dos agressores.

Eu não conhecia o Jonas. Nunca tinha visto ele na minha vida. Mas Jonas poderia ser eu. Ser meu namorado. Ser meu amigo. Ser meu parente. E eu não quero que quem passe na porta desse bar bizarro sofra o mesmo.

NADA JUSTIFICA HOMOFOBIA. NADA JUSTIFICA QUE ALGUÉM APANHE POR BATER NUMA PORTA.

Nunca na minha vida que piso no PPP. Tenho certeza que todas as pessoas que gritavam “homofóbico” quando o agressor entrou na viatura certamente nunca pisarão lá também. E ninguém deveria fazer isso.

 

O bar publicou nota de esclarecimento e alega que trabalha há 14 anos atendendo ao público LGBT e, por isso, não poderia estar de acordo com tal ato. O funcionário agressor, Jonathan, já era foragido da polícia por dever pensão alimentícia. Jonas, que foi com 4 testemunhas à 78a DP prestar queixa por agressão, foi ao Instituto Médico Legal na tarde do domingo fazer exame de corpo de delito.

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