Presos homossexuais
Presos homossexuais

Presos homossexuais são tratados com exorcismo em presídio de Mato Grosso

ONG ‘Somos’, do Rio Grande do Sul, visitou dois presídios em Mato Grosso e constatou que presos homossexuais, travestis e transexuais contam que exorcismo e isolamento são rotina entre os castigos aplicados dentro da carceragem, as informações são do portal de notícias G1.

Por meio de assessoria, a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh-MT) informou que deve aguardar o envio de um relatório elaborado pelo grupo para então tomar providências com relação às denúncias e acompanhar as demandas dos detentos que pertencem ao grupo LGBTI+ para então proporcionar a capacitação dos servidores para convivência e validação dos direitos desse público dentro das penitenciárias.

Mesmo o Mato Grosso sendo um dos primeiros Estados a criar uma ala exclusiva para os presos homossexuais, o coordenador da ONG, Guilherme Gomes Ferreira, contou que os detentos relataram ao grupo que presos das chamadas Ala Arco-Íris (em Cuiabá) e Ala Aquarela (em Rondonópolis) são constantemente agredidos.

Segundo a ONG, um detento homossexual da Mata Grande contou que em uma das chamadas sessões de exorcismo e “cura gay”, as mãos e pés foram amarrados. Ao todo, foram coletados cerca de 40 depoimentos em Mato Grosso, sendo 20 na Mata Grande e 20 no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC).

O governo informou que normatizou os parâmetros de acolhimento e atendimento à população LGBTI+ no sistema prisional, conforme estabelece a Instrução Normativa N.º 001/2017/ criada pela Sejudh e publicada no Diário Oficial do dia 30 de novembro de 2017.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen), Amaury Paixão, o sindicato não recebeu denúncias de agressões à comunidade LGBTI por parte dos servidores. No entanto, ressalta que uma das atribuições do servidor penitenciário é preservar a integridade física do recuperando, independente da opção sexual.

Você sabe de algum caso de tentativa de cura gay em presídios? Deixe um comentário.