primeiro asilo LGBTI público
primeiro asilo LGBTI público

Espanha terá primeiro asilo LGBTI público do mundo ainda em 2018

Primeiro asilo LGBTI público do mundo foi anunciado na cidade de Madri, e funcionará como uma residência pública para homossexuais, um espaço que pretende oferecer uma nova experiência para aposentados que não se sentem à vontade nos modelos tradicionais de casa ou até que são ameaçados de solidão.

O local que tem inauguração prevista para 26 de dezembro e deve abrigar 66 moradores e oferecer atividades diárias, tem como premissa desmistificar que LGBTI ainda sejam vistos como pessoas doentes e por isso ainda não são acolhidos em algumas instituições.

“Era preciso fazer algo para que estas pessoas pudessem viver o mais dignamente possível”, explicou à Agência EFE Federico Armenteros, que desde 2010 trabalha na “Fundación 26 de Diciembre: Mayores LGTB”, data prevista para a inauguração da iniciativa que funcionará em um prédio doado pelo governo da capital espanhola. A ideia é abrigar 66 moradores, contar com um centro de atividades diárias e, ao contrário das casas do tipo que existem em outros países, esta será feita a partir de “verba pública e a gestão será da Fundação”.

primeiro asilo LGBTI público
JUN 11 Idosos e Gays, e Enfrentando Preconceito no Crepúsculo Idosos e Gays, e Enfrentando Preconceito no Crepúsculo Aging and Gay, and Facing Prejudice in Twilight (título original) Bruce Steiner, 76, à esquerda, ajudando a alimentar seu parceiro, Jim Anthony, 71, que sofre do mal de Alzheimer

De acordo com Armenteros, a rejeição que esses idosos sofrem nas residências tradicionais da Espanha se deve ao fato de o local não estar preparado para a diversidade. Segundo ele, embora oficialmente a entrada seja permitida, essas pessoas não se sentem acolhidas. Conforme dados da Fundação, na Espanha 160 mil idosos homossexuais precisam ir para uma casa de convivência em algum momento da vida.

“Os que agora têm 80 anos não viveram nem mesmo a liberdade do movimento LGBTI porque isso não existiu até 2005, quando saímos do Código Penal e entramos no Civil com o casamento igualitário. Muitas pessoas ainda pensam como antigamente”, destacou. Além disso, segundo Federico, muitos idosos gays têm graves problemas de saúde mental porque “nunca foram compreendidos” e até hoje “são considerados doentes”. “É preciso fazer com eles um trabalho enorme”, explicou.

 

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Foto do foradoarmario.net