Professor abandona cidade
Professor abandona cidade

Professor abandona cidade após receber ameaças ao se assumir gay

Professor de artes norte-americano Michael Hill decidiu abandonar não apenas a cidade onde morava, em Seneca no Estado do Kansas, mas também a profissão, após ser ameaçado por cartas após ter se assumido gay em suas redes sociais. Segundo o jornal local Topeka Capital-Journal, Hill era um professor de artes do ensino médio e se assumiu para a reitoria e para os alunos no “Coming Out Day” (em português, “dia de sair do armário”) do ano passado.

Logo após o evento, o professor começou a receber uma série de cartas intimidadoras que chamavam pessoas gays como “pervertidos e predadores”. “As coisas ficaram feias e eu comecei a temer pelo meu próprio bem estar”, ele disse ao jornal. Com medo, o homem decidiu se mudar para Palm Springs, na Califórnia, que está sendo “muito mais acolhedora”, diz ele.

Nas cartas, havia até a ameaça de agressão física caso ele não deixasse o município. O autor, ou os autores das ameaças diziam que “fariam algo com as próprias mãos”, se Hill não abandonasse o local. Além disso, Hill também teve os pneus de seus carros furados e a palavra “viado” escrita na camada de poeira em um dos veículos.

Hill, que já tinha se assumido para a familiares meses antes, não teve a mesma aceitação no ambiente escolar, que chegou a expor o professor de maneira anônima na internet ao especular um relacionamento quando uma pessoa o fotografou com um amigo. A partir deste momento Michael passou a sofrer cyberbullying, desencadeando em um ambiente insuportável dentro da sala de aula.

Na época, Hill fez um depoimento em suas redes sociais onde ganhou apoio de milhares de pessoas e disse que diz que tinha medo de sair do apartamento à noite e sofria com o estresse. Apesar de o distrito escolar ter apoiado o profissional, dando folgas quando ele precisava, a instituição disse que, em algum momento, Hill deveria decidir se abandonaria a escola ou voltaria de vez às salas de aula. Hill conta que reportou os incidentes para a polícia, mas que não pôde identificar os respectivos culpados. “Foi muito frustrante ter de empacotar minhas coisas e ir embora. Era a única solução”, revela.