Psiquiatra cura gay

Psiquiatra que realizava “cura gay” é flagrado mantendo relações sexuais com pacientes

O psiquiatra canadense Dr. Melvyn Iscove, de 72 anos, conhecido por sua postura médica conservadora e por administra tratamento de “cura gay”, foi condenado e teve sua licença suspensa após ter sido descoberto que ele praticava sexo com alguns de seus pacientes. Ele é membro e professor da Escola de Físicos e Cirurgiões de Ontário, no Canadá.

A partir de uma denúncia, promotores passaram a investigar o caso descobriram que Iscove teve sessões de sexo oral e masturbação com pelo menos dois pacientes do gênero masculino em seu consultório durante as sessões, além de sexo anal com outro paciente também homem. “Todas as vítimas afirmaram acreditar no momento, que a atividade sexual proposta era parte da terapia, uma tentativa de curá-los da homossexualidade envolvendo o ato em si”, afirmou o comitê em nota.

O site The Star publicou nota dizendo que após investigação, audiência e sentença de culpa, a licença do médico já foi suspensa. Essa não é a primeira vez que o psiquiatra é pego no flagra. Ele também enfrenta atualmente um outro processo por “conduta inapropriada em banheiro público”. Iscove continua negando ambas as acusações.

As teorias sobre a homossexualidade ser uma doença têm sido desacreditadas há muito tempo – a Organização Mundial da Saúde retirou-a da lista de doenças mentais em 1992 – e em 2015, Ontário tornou-se a primeira província a proibir a chamada “terapia de conversão” que pretendia mudar a pessoa sexualidade.

Iscove, além de negar as acusações de abuso sexual, disse que na sua maioria datam dos anos 90 e início dos anos 2000 acreditando que isso abonaria sua conduta. Sua licença foi imediatamente suspensa após os achados de culpabilidade pendentes, mas sua pena ainda não foi determinada. “Ambos estamos muito decepcionados com o resultado, obviamente”, disse o advogado de Iscove, Alfred Kwinter.