Servidor público
Servidor público

Servidor público é demitido após assediar sexualmente três faxineiros

Um servidor de cargo comissionado da Câmara de São Paulo foi demitido nesta terça-feira (10/07) após uma investigação administrativa que comprovou assédio sexual contra três funcionários. O homem ocupava um cargo em comissão, mas trabalhava na casa havia 23 anos.

Em setembro de 2017, quatro homens denunciaram o ex-servidor por assédio sexual. De acordo com os relatos, ele entrava no banheiro masculino e oferecia dinheiro para funcionários da limpeza em troca de relações sexuais. Na época, o acusado pediu exoneração do cargo e a investigação concluiu que o homem era culpado em três dos casos.

Com a comprovação de casos, a exoneração foi revogada seguindo a demissão. Com a exoneração ele poderia ser recontratado, o que não acontece caso seja demitido ficando impedido de exercer cargos públicos por cinco anos.

 

LEIA TAMBÉM | Estou sofrendo assédio sexual no trabalho, o que faço?

 

Segundo reportagem da TV Globo, o culpado chegou a pedir a sua exoneração do cargo que exercia há mais de 23 anos na casa. O servidor foi enquadrado pelas duas Leis criadas em 2016 que pune as duas formas mais comuns de assédio sexual, aquele que é feito com uma chantagem como motivação, ou por intimidação caracterizado pelo comportamento invasivo que cria situação ofensiva à dignidade sexual da vítima.

No caso desse ex-servidor, os dois tipos de assédio foram configurados na investigação administrativa. As vítimas também fizeram uma denúncia a Polícia e uma investigação criminal está em curso. Por se tratar de investigação de assédio sexual, os nomes dos envolvidos não são divulgados.