Tinta bruta

“Tinta Bruta” e “Bixa Travesti” levam prêmio no Festival de Berlim

O Prêmio Teddy é considerado o “Urso de Ouro LGBT” por coroar narrativas relacionadas à homoafetividade e a identidade trans, prêmio dado anualmente no Festival de Berlim, que desta vez, foi para o Brasil em dupla categoria: na ficção, venceu o drama gaúcho Tinta Bruta e na categoria documentário, quem levou foi “Bixa Travesti”.

O longa “Tinta Bruta” do Rio Grande do Sul, dirigido por Filipe Matzembacher e Márcio Reolon, conta a história de Neon Boy, um rapaz que ganha a vida vendendo erotismo pela internet, mas se vê nas mãos de um imitador de seu trabalho. Já a produção de São Paulo, “Bixa Travesti” aborda performances e ativismo da cantora Linn da Quebrada.

Ao receberem o prêmio, os realizadores de “Tinta bruta” disseram:​ “Dedicamos esse prêmio à população LGBTQI do Brasil. Precisamos cuidar uns dos outros, apoiar uns aos outros, e juntos superar esse momento sombrio que vivemos. Nenhum LGBTQI ficará para trás”.

Este ano não houve indicações brasileiras diretas no festival, mas o Brasil brilhou de alguma forma em outras categorias, especialmente em mais dois vencedores na Berlinale. “Obscuro Barroco”, da cineasta grega Evangelina Kranioti, levou o Prêmio do Júri, com uma abordagem lírica das travestis do Rio de Janeiro. Já o filme Las Herederas, de Marcelo Martinessi, longa-metragem paraguaio, coproduzido pelo Brasil, narra a vida de duas mulheres homossexuais que enfrentam sérias dificuldades financeiras, tendo sido eleito o melhor pelo Júri da Crítica.

Assista ao Teaser oficial de Tinta Bruta: