Travesti morre
Travesti morre

Travesti morre a facadas durante briga aos gritos de “Bolsonaro” no Centro de São Paulo

Uma travesti morre durante uma briga na madrugada desta terça-feira (16) no Largo do Arouche, região da República, Centro de São Paulo. Ao G1, uma testemunha disse que, durante a discussão em que a travesti foi agredida, em frente a um bar, ela ouviu alguns homens gritando o nome do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro.

Esse é apenas mais um dos crimes de homofobia motivados (ou pelo menos envolvendo) o nome do candidato homofóbico. A Polícia Militar informou que o crime ocorreu por volta das 4h50 desta terça, quando recebeu um chamado sobre uma pessoa esfaqueada e sangrando no Largo do Arouche, altura do número 150.

 

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A vítima, que ainda não foi identificada, foi levada pelo Corpo de Bombeiros ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas morreu a caminho do hospital. A artista Priscilla Bertucci estava dormindo em seu apartamento na região e disse à reportagem que ouviu os gritos da discussão em que a travesti foi agredida.

“Ela estava com quatro ou cinco homens em frente a um bar. E daí eu comecei a ouvir gritos, uma discussão, uma briga e chamavam ela de vários nomes, agressões verbais, e gritavam ‘Bolsonaro'”, disse Priscilla. A testemunha contou que, em seguida, os homens fugiram e ela ouviu a vítima pedindo ajuda, dizendo que “ia morrer”.

A travesti conseguiu caminhar meia quadra, segundo a testemunha, até um hotel no Largo do Arouche, onde seguranças acionaram a PM e o Corpo de Bombeiros para o resgate. Segundo a PM, o caso foi registrado no 3º Distrito Policial (Campos Elíseos). O G1 questionou a Secretaria da Segurança Pública sobre a apuração do ocorrido, e aguarda retorno.

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