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Uneb abre vagas com cota para trans, travestis, ciganos e autistas em todos os cursos Política

Uneb abre vagas com cota para trans, travestis, ciganos e autistas em todos os cursos

Written by Marcio Rolim on July 21, 2018
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A Uneb, Universidade do Estado da Bahia, a partir do próximo processo seletivo, passará a disponibilizar vagas com cotas para transexuais, travestis, quilombolas, ciganos, pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades.

A notícia é do Correio 24h que informa que cada grupo contará com 5% das sobrevagas, além das 40% destinadas para negros e 5% para indígenas, que já estavam em vigência. As cotas serão mandatórias em todos os processos seletivos de cursos de graduação e de pós-graduação a partir de 2019, sendo que, do total de vagas, 60% é destinado para candidatos não-cotistas.

 

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Para que o candidato esteja elegível a uma dessas vagas, é necessário que ele tenha cursado o ensino fundamental e médio em escola pública e possuir renda familiar mensal de até quatro salários mínimos. “Esta é mais uma deliberação histórica do Conselho Universitário, aprovando proposta de nossa gestão. A medida vem consolidar a UNEB como uma grande universidade pública inclusiva e popular, presente em praticamente todo o estado da Bahia”, destacou o reitor José Bites, que presidiu a reunião do Conselho Universitário (Consu).

A Uneb também irá oferecer novos cursos de pós-graduação que contam com as vagas de cotas para estes grupos. Em Salvador, a universidade passará a oferecer doutorado profissional em Educação de Jovens e Adultos (EJA) e mestrado em Estudos Territoriais.

Ainda não temos dados sobre o número de transexuais que ingressam em universidades públicas ou que conseguem concluir a graduação, tão pouco sabemos quantos destes conseguem ingressar em um curso de pós-graduação até atingir de forma efetiva o mercado de trabalho.

Mas é claro que medidas como essa viabilizam a inclusão de pessoas trans não apenas nas universidades e mercado de trabalho, mas em cargos mais elevados disputados essencialmente por pessoas não LGBTI.

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