Sou homofóbico
Sou homofóbico

‘Sou homofóbico, sim, com muito orgulho’, diz Bolsonaro em vídeo viralizado na web

‘Sou homofóbico, sim, e com orgulho’, essa foi a principal frase do candidato à presidência Jair Bolsonaro em entrevista ao Diário do Centro do Mundo. Conhecido por suas falas extremistas e discursos preconceituosos, o vídeo da entrevista que está circulando nas redes sociais mostra Jair Bolsonaro admitindo que é, sim, homofóbico e “com muito orgulho”.

Na gravação o presidenciável faz uso de sua imunidade parlamentar para afirmar seu posicionamento contrário à comunidade LGBTI e usa argumentos que colocam os LGBTI como pedófilos, criminosos e pervertidos. Lembrando que seu discurso é também racista e machista e que ele já afirmou em outra entrevista que mulheres merecem ser estupradas.

A fala de Jair Bolsonaro na entrevista em questão foi proferida em 2013, nela, ele diz que está pouco se “lixando” para as pessoas que apontam que ele é “contra os homossexuais”.

 

LEIA TAMBÉM | Candidato homofóbico quer apoio dos LGBTs

 

“[Antigamente] não existia essa quantidade enorme de homossexuais como temos hoje em dia. E eles não querem igualdade, eles querem privilégios. Eles querem é nos prender porque nós olhamos torto pra eles, nos prender porque nós não levantamos de uma mesa pra tirar nossos filhos ‘menor’ de idade de ver dois homens ou duas mulheres se beijando na nossa frente, como se no restaurante fosse um local pra fazer isso. Eles querem é privilégios! Eles querem é se impor como uma classe à parte. E eu tenho imunidade pra falar que sou homofóbico, sim, com muito orgulho se é pra defender as crianças nas escolas”, diz Bolsonaro que reitera que os LGBTs “não terão sossego” com ele.

O candidato tem motivado uma onda de ódio e crimes de agressão no país inteiro, incluindo até morte. Já são mais de 70 ataques registrados em delegacias, todos com testemunhas que afirma que os agressores agiam em nome de Bolsonaro. Em seu único pronunciamento, o candidato diz que não “tem nada a ver com que os seus eleitores fazem pelas ruas”.