termo LGBT
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Igreja usa pela primeira vez o termo LGBT em um documento oficial

Pela primeira vez a Igreja Católica usou o termo LGBT em um documento oficial, o Instrumentum Laboris, publicado na semana passada e que deve nortear as discussões e reflexões de bispos do mundo inteiro na 15ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, marcada para os dias 3 e 28 de outubro, na Cidade do Vaticano.

Sínodo é um encontro que reúne representantes católicos do mundo todo para discutir um tema determinado pelo papa. As discussões tratadas pelos religiosos são apresentadas ao pontífice em forma de relatório. Na sequência, ele reflete sobre elas e prepara um outro documento, chamado de exortação apostólica.

No último sínodo, o Papa Francisco convidou os bispos a se debruçarem sobre a questão da família na sociedade contemporânea e desta vez quer um encontro que trate sobre a juventude e para este encontro, 15 mil jovens de todo o mundo responderam a longos questionários em seis grupos distintos no Facebook.

 

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De acordo com o relatório, os jovens de hoje buscam uma “igreja autêntica”, que brilhe por “exemplaridade, competência, corresponsabilidade e solidez cultural”. A juventude quer uma igreja “transparente, acolhedora, honesta, atraente, comunicativa, acessível, alegre e interativa”, “menos institucional e mais relacional, capaz de acolher sem julgar previamente, amiga e próxima, acolhedora e misericordiosa”.

O documento ressalta que “os ensinamentos da igreja sobre questões controversas, tais como contracepção, aborto, homossexualidade, coabitação e casamento são fontes de debate entre os jovens, dentro da igreja e fora dela”. A última parte do documento traz considerações a respeito da inserção e do acolhimento aos homossexuais. Ao afirmar que “alguns jovens LGBT desejam se beneficiar com maior proximidade e se sentir amparados pela igreja”, o Vaticano usa, pela primeira vez, a sigla preferencial da comunidade gay. No passado, a igreja costumava usar a expressão “pessoas com tendências homossexuais”.